O Podcast de hoje é especial de Natal. Era pra falar de músicas natalinas mas acabou falando é de música popular brasileira ao contar a história de Assis Valente, o amargurado e brilhante autor de algumas das melodias inesquecíveis que você canta desde pequenino, sabia? O programa começa com um petardo de Eliezer Setton, o Natal Nordestino, onde o pinheiro é um mandacaru. Vamos viajar pelas memórias de natais distantes, trazendo várias das pérolas natalinas compostas e/ou intepretadas por Blecaute, Assis Valente, Sim ao Som, Octavio Babo, Simone, Novos Baianos, Eliezer Setton, Sérgio Sá…. ho, ho ho… Feliz natal pra você, do Café Brasil. Produzido e apresentado por Luciano Pires.
O programa de hoje trata de SOLIDÃO. E abre com Fernando Pessoa: “Uma maior solidão / Lentamente se aproxima / Do meu triste coração. / Enevoa-se-me o ser / Como um olhar a cegar, / A cegar, a escurecer”. Tentaremos definir o que é solidão e monstrar, num texto delicioso de Rubem Alves como a solidão pode ser nossa amiga. Para dividir o cafezinho com a gente, teremos além de Fernando Pessoa e Rubem Alves, Chico Xavier ou Chico Buarque, Alceu Valença, Maria do Socorro, Sandra de Sá, Beth Carvalho com Paulinho da Viola, Carmen Silva, Jessé, Nietzche, Vinicius de Mores, Carlos Drummond de Andrade… é mole? Onde mais você encontra um time assim, hein? Só aqui, no Café Brasil. Produzido e apresentado por Luciano Pires.
O Podcast desta semana começa com uma homenagem a John Lennon, que foi morto no dia 8 de dezembro de 1980. E aproveita para lembrar outros grandes nomes que também se foram em dezembro, como Nelson Rodrigues, Orlando Villas Boas e Clarice Lispector. Contando um pouco da história de cada um desses personagens, o programa viaja pelas músicas de Lennon, Fátima Lacerda, Zé Ramalho cantando Caetano Velloso e o grupo indígena Nhamandu Wera…Não, cê não ta ficando louco, não…cê ta no Café Brasil… E de lambuja, uma frase “daquelas” de Clarice Lispector para encerrar o programa: “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível de fazer sentido. Eu não: Quero é uma verdade inventada”.
Produção e apresentação de Luciano Pires.
No programa de hoje utilizamos um texto de Mauro Dias, que é crítico de música. Mauro publicou em 1999 no Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo um texto-desabafo onde discute a situação da música popular brasileira. O texto de 1999 é tristemente atual: “A música brasileira entrou, nos anos 90, num impressionante processo de decadência. Errado. A música brasileira continua, nos anos 90, boa como sempre. Há grandes compositores, cantores, instrumentistas. Mas não é possível dizer que estejam em atuação. Tentam atuar. Não têm onde. Tentam viver da arte - tolice. São dentistas, fiscais do INSS, professores, motoristas de táxi, balconistas, colunistas de jornais - essas atividades garantem a sobrevivência.(…) A música brasileira que toca nos rádios, na televisão, nos grandes palcos, nos estádios, nas festas de São João, no carnaval, nas convenções de criadores de gado é que está em decadência. E só ela que aparece. A outra música, a boa, existe, mas não aparece”.
O programa tem textos e músicas de Hermann Hesse, Lula Queiroga e Pedro Luis, Lucas Santtana, Marcio Faraco com Chico Buarque e Rafael Iasi. Música popular brasileira da melhor qualidade, mas que você não conhece. Produção e apresentação de Luciano Pires.

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Nossa! Foi surpreedente, esse programa de Natal, moro sozinho e ouvi pela primeira vez a 1 e 30 da manhã, fiquei me deliciando comas musicas e a quantidade de informações tão interessantes sobre …
Natal traz uma mistura de emoções ambíguas , ao mesmo tempo a alegria das crianças e seus presentes, nascimento de Jesus e uma melancolia adulta , talvez por descobrirmos a dura realidade de noss…
Que legal ver meu conterrâneo nese artigo, Eliezer Setton, participei de um festival de música lá em maceió e ele foi brilhante em seu piano interpretando uma música que não recordo o nome, mas…