O Sonho dos Ratos

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mouse.jpgO podcast da semana discute a diferença entre valores e convicções, usando como base o escândalo do mensalão e a participação de personagens como Marcos Valério e a então senadora Heloísa Helena. Também apresenta uma fábula deliciosa de Rubem Alves, sobre o comportamento dos ratos que um dia livram-se do gato e podem comer o queijo à vontade. O paralelo com a nossa situação política atual seria hilariante se não fosse absurdo. Na trilha sonora, uma homenagem a um dos maiores artistas da vanguarda paulistana: Itamar Assumpção. Com a poesia de Alice Ruiz e a interpretação de Zélia Duncan, Marcos Suzano e Carlos Nava, o programa é uma provocação política em todos os sentidos.






2 comentários sobre “O Sonho dos Ratos”
  • Edgar disse:    ( 25.05.2007 às 18:46 )

    Alô, Luciano !

    A dor não somente ensina a gemer, a política mundial e brasileira, é a maior escola para sabermos quem são os homens que investimos de poder e de reverência:

    “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr a prova o caráter de um homem, dê-lhe PODER” (Abraham Lincoln)
    Outra:
    “Todo homem investido de poder é tentado a abusar dele” (Montesquieu).

    Nem Lúcifer,(Anjo de Luz) nem o P … escapou dessa. Só quem desconfia de sua própria sombra, conhece seu lado oculto. Como alguns não tem escola , nem humildade, se tornam alvos fáceis, se tornaram “DEMO (povo) NIOS (Lei), em nome do POVO.

    Meu abraço gaúcho, tchê,

    Edgar


  • Julio Sene disse:    ( 29.03.2007 às 21:10 )

    Luciano, também sempre me incomodei com o uso do termo “americano” para designar as pessoas nascidas nos Estados Unidos. Alguns anos atrás tive aulas diárias de inglês com uma estadunidense. Ela nasceu no Brasil, a mãe dela era brasileira e o pai estadunidense, mas ela passou praticamente toda a vida nos Estados Unidos e assumiu grande parte dos vícios dos lá educados. Por meses discuti com ela o motivo pelo qual deveria chamar os nascidos nos Estados Unidos de “americanos”, pois eu também sou americano. Ela ficava com aquela cara de interrogação, sem conseguir emitir uma resposta razoável. Um dia ela me disse que aqui no Brasil ela é chamada de americana e nos Estados Unidos passou a vida toda sendo chamada de brasileira. Bom, talvez ela seria um caso onde o termo americana realmente se aplica. Contudo, o problema com as designações se tornou ainda pior quando ela me explicou que não deveria chamar os negros de “negros”, mas de “afro-americanos”. Então comecei a discutir com ela novamente. Para mim, chamar alguém de negro não é preconceito, mas chamá-lo de afro-americano é! Ao designar alguém de afro entendo que fica explicita a idéia de que ele não é daqui, é da África. Nada contra os africanos, mais muitos afro-americanos já estão nos Estados Unidos a muito mais temo que alguns grupos brancos. O que daria aos colonos europeus que tomaram os Estados Unidos o direito de considerar os provenientes do continente africano como um povo à parte? Perguntei a ela se deveria tratá-la como “euro-americana” ou a um asiático como “asio-americano”. Novamente tentativas inúteis de justificativas. Na verdade, os únicos americanos reais seriam os índios, mas os pobres coitados são chamados de índios até hoje por uma confusão geográfica. Colombo pensava que ter chagado ao extremo oriente da Ásia, região conhecida como Índias, onde até hoje há um país com este nome. Com isso, chamou os habitantes do lugar de índios. É… está tudo errado mesmo e não é de hoje.


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