O programa da semana começa com o fabulista grego Esopo, que um dia disse: Não se pode censurar os jovens preguiçosos, quando a responsável por eles serem assim é a educação dos seus pais.
Vamos discutir em dois textos de Nailor Marques e Fernando Leão a agonia de alguns professores diante de alunos que não são exatamente o que eles esperavam que fossem e certos programas criados para medir o nível de nossa educação. A trilha sonora é aquele caleidoscópio que só o Café Brasil tem: Teixeirinha, Zeca Pagodinho, Paulo Amorim, Egberto Gismonti, Bezerra da Silva, Roberto Carlos e Tom Jobim. Apresentação de Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em www.lucianopires.com.br/dlog

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A mulher que o trem matou, morreu.
Excelente este Dlog.
Você é maravilhoso. Está sempre mostrando a realidade do nosso Brasil que se despiu
das realidades do crescimento
e mergulhou para o fundo do poço.
A minha maior decepção éviver
num País que não soube entrar
no século das luzes, em plena
condições de avançar, mas
submergiu.
Que poderemos esperar?
Aqueles que quizerem ser alguma coisas, precisam sair
para um outro País que ofereça
condições plenas de crescimento.
infelizmente tudo mudou e a
anarquia domina tudo.
É pena, Luciano.
Vá sempre mudando, comentários
Você é como o beija flor, sua
gotinha d’agua faz diferença.
Sucesso e boa noite, Didi
Sou palhaço e sou mané!
Caro Luciano, estive numa palestra sua no Instituto da Criança, em SP no ano passado! Sou seu fã de carteirinha e citei você no meu blog hoje!
Sou professor universitário e senti uma vontade enorme de gritar : “eu sou o palhaço!”
Parabéns pelo DLOG! A idéia é fantástica! Vou recomendar este DLOG dedicado à educação para os meus alunos de Mestrado e vou utilizar a estória dos 5% de gênios nas minhas aulas na Graduação! Muito obrigado! Grande abraço!
Perspicácia e opinião de verdade encontramos aqui.
Muito bom esse trabalho.
grande podcast, só um comentário, a parte do discurso inicial do professor que foi citado. Acredito que com a aquele ato ele não se inclui nos tais 5 professores de destaque, pois um profissional de ensino que ama do fundo de seu coração a sua profissão mesmo ao ver os alunos fanfarreando a aula com galhofas ele tentaria salvar mais do que os tais 5%, sou um professor assim, que recebe os alunos que nenhum professor quer, minha sala de aula é conhecida como a funabém de onde trabalho, mas ao se abrir estágio interno, contendo por exemplo 10 vagas 9 são ocupadas com estes “execrados”, pois reverto este quadro. Um adolescente hoje em dia precisa de um referencial para caminhar, e com idolos da juventude que são presos por tráfeco de armas ou são mães solteiras, fica muito dificil. è aí que nós entramos, meus alunos são meus amigos, melhor são meus filhos, minhas aulas são o mais interessante possível para prender a atenção deles, saio da hierarquia professor e aluno e vou até eles, falo a linguagem deles, escuto suas frutações e anseios, os entendo como seres humanos que são.
Aguardo o Prêmio Nobel
Os cientistas dizem que no corpo humano existe ferro suficiente para se fazer um prego, cal suficiente para se pintar uma cabana, alumínio suficiente para se fazer a tampa de um caldeirão, ouro suficiente para se fabricar um pingente, água suficiente para encher uma descarga sanitária, silício suficiente para se fazer uma xícara, magnésio suficiente para se fabricar um traque, e por aí vai.
A lei de Lavoisier diz que “na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Dessa forma ainda resta uma esperança para o futuro do mundo. Tiraremos das pessoas toda a matéria-prima necessária e eu fiz alguns cálculos científicos que será de grande valia para a humanidade. Nada nos faltará no futuro:
Teremos cal e pelos os meus cálculos bastariam apenas 153 pessoas para se caiar uma casa de porte médio.
Teremos ferro para fazer tudo o que quisermos e calculo que apenas 20 mil pessoas bastariam para se fazer um portão.
Teremos alumínio e com apenas 10 pessoas dá para se fazer um caldeirão tranquilamente.
Teremos silício e acho que com 199 pessoas dá e sobra para se fazer uma vidraça de um metro por um metro e meio.
Teremos ouro e 12 pessoas é o suficiente para que façamos uma pulseira.
Teremos bombas e penso que com 110 pessoas dá para se fazer uma granada e com 10 milhões de seres humanos se pode fabricar uma bomba atômica mais poderosa do que aquela que detonou Hiroshima.
E por fim, água não nos faltará: extraindo a água dos corpos de cinco mil pessoas a gente enche tranquilamente uma caixa d’água.
***
Uma das explicações para a existência do petróleo é o sumiço dos dinossauros ocorrido há 65 milhões de anos. Os restos mortais daqueles bichos ao longo desses 65 milhões de anos foram se processando, se fossilizando, ou sei lá o quê, e tornando-se aquele óleo preto que hoje alimenta os automóveis, faz baldes e bacias, querosene e parafina, etc.
Se os dinossauros e demais seres vivos do período Mesozóico se transformaram em petróleo, ocorre que os cemitérios de hoje em dia serão poços petrolíferos também. Quando o petróleo e o álcool acabarem a humanidade usará óleo de amêndoa para abastecer os veículos; quando o óleo de amêndoa acabar, usará suco de maracujá; quando o suco de maracujá acabar, usará as águas do oceano; quando secar toda a água oceânica a humanidade usará a luz solar; quando os automóveis apagarem o Sol o homem voltará novamente a usar petróleo, dessa vez um petróleo diferente: um petróleo humano, extraído de cada campo-santo antigo.
Enquanto a humanidade consome esse novo petróleo o mar se renova, o Sol refaz suas baterias, as amêndoas e os maracujás frutificam e assim que o petróleo humano acabar voltaremos a perfazer o mesmo caminho.
Estou preocupado porque acho que o petróleo humano não terá a mesma eficiência e consistência que o petróleo dos dinossauros por que dinossauros não se enchiam de enlatados, não tomavam injeção na veia e não se entupiam com tantas porcarias.
Wandecy Medeiros: Folha Patoense
Luciano, tenho orgulho quando vejo brasileiros como você. Continue com sua missão de nos mostrar que não precisamos ser brasileiros pocotós. Um abraço, Professor Luzimar.