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	<title>Comentários em: Preparados para Perder</title>
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	<description>Café Brasil Podcast com Luciano Pires</description>
	<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 19:29:42 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Sizenando Silveira Alves</title>
		<link>http://podcast.lucianopires.com.br/2008/10/10/preparado-para-perder/comment-page-1/#comment-2116</link>
		<dc:creator>Sizenando Silveira Alves</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 11:56:16 +0000</pubDate>
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		<description>Amigo Luciano:

Dessa vez você enterrou o dedo na ferida e torceu. Falou pouco, mas disse tudo.

Aliás, dessa vez você disse tudo o que sempre esteve entalado em minha garganta, obrigado.

Sempre me ressenti dessa "cultura" estúpida do nosso meio estudantil, segundo a qual o aluno aplicado seria "caxias", "CDF" ou "nerd".

Sempre remei contra essa maré, do primeiro grau à atual pós-graduação (sou aluno de doutorado pela POLI-USP).

Desde a primeira série até às turmas de pós-grad, com sofisticação crescente com a passagem do tempo, vejo as turmas lutando para permanecer na mé(R)dia e me destratando por buscar excelência, desde a hostilidade aberta (com direito a socos e pontapés) na primeira série até o ressentimento surdo e velado na pós (aquela rolada de olhos para cima dos colegas, a cada comentário ou pergunta mais elaborados).

Me ressinto barbaramente por não ter encontrado em momento algum a possibilidade de receber, na escola, o que um talento esportivo receberia em termos de treino específico mais puxado. De não ter encontrado classes de aceleração, turmas especiais para alunos mais fortes e coisas do gênero.

Só agradeço a Deus o fato comprovado de que, a partir dos 130 pontos de QI, a condição de superdotação é permanente e irreversível (da última vez que fiz um teste, meu score foi de 141 pontos). Por que se fosse algo reversível em caso de descuido, eu teria rolado ladeira abaixo até os 100 pontos suados da turma do primeiro grau. Lembro das tardes aborrecidas que passei em casa ao longo da infância, nas quais gastava 15 minutos com a lição de casa e me enfurnava pelo resto do dia sobre um dos livros de Monteiro Lobato (Deus te abençoe pelos livros, meu pai) ou de qualquer outro autor infanto-juvenil que meu pai comprasse para aplacar minha fome de letras.

Enfins, melhor eu parar com esse lamento e voltar para a minha pesquisa, por que águas passadas não fritam bolinhos e, na ausência de infraestrutura estatal, servirei eu de ponto de apoio para a formação diferenciada de qualquer parente que me pareça promissor.

Forte abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Amigo Luciano:</p>
<p>Dessa vez você enterrou o dedo na ferida e torceu. Falou pouco, mas disse tudo.</p>
<p>Aliás, dessa vez você disse tudo o que sempre esteve entalado em minha garganta, obrigado.</p>
<p>Sempre me ressenti dessa &#8220;cultura&#8221; estúpida do nosso meio estudantil, segundo a qual o aluno aplicado seria &#8220;caxias&#8221;, &#8220;CDF&#8221; ou &#8220;nerd&#8221;.</p>
<p>Sempre remei contra essa maré, do primeiro grau à atual pós-graduação (sou aluno de doutorado pela POLI-USP).</p>
<p>Desde a primeira série até às turmas de pós-grad, com sofisticação crescente com a passagem do tempo, vejo as turmas lutando para permanecer na mé(R)dia e me destratando por buscar excelência, desde a hostilidade aberta (com direito a socos e pontapés) na primeira série até o ressentimento surdo e velado na pós (aquela rolada de olhos para cima dos colegas, a cada comentário ou pergunta mais elaborados).</p>
<p>Me ressinto barbaramente por não ter encontrado em momento algum a possibilidade de receber, na escola, o que um talento esportivo receberia em termos de treino específico mais puxado. De não ter encontrado classes de aceleração, turmas especiais para alunos mais fortes e coisas do gênero.</p>
<p>Só agradeço a Deus o fato comprovado de que, a partir dos 130 pontos de QI, a condição de superdotação é permanente e irreversível (da última vez que fiz um teste, meu score foi de 141 pontos). Por que se fosse algo reversível em caso de descuido, eu teria rolado ladeira abaixo até os 100 pontos suados da turma do primeiro grau. Lembro das tardes aborrecidas que passei em casa ao longo da infância, nas quais gastava 15 minutos com a lição de casa e me enfurnava pelo resto do dia sobre um dos livros de Monteiro Lobato (Deus te abençoe pelos livros, meu pai) ou de qualquer outro autor infanto-juvenil que meu pai comprasse para aplacar minha fome de letras.</p>
<p>Enfins, melhor eu parar com esse lamento e voltar para a minha pesquisa, por que águas passadas não fritam bolinhos e, na ausência de infraestrutura estatal, servirei eu de ponto de apoio para a formação diferenciada de qualquer parente que me pareça promissor.</p>
<p>Forte abraço!</p>
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	<item>
		<title>Por: moacir marques negri</title>
		<link>http://podcast.lucianopires.com.br/2008/10/10/preparado-para-perder/comment-page-1/#comment-2115</link>
		<dc:creator>moacir marques negri</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 12:06:04 +0000</pubDate>
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		<description>Muito bom. Bem elaborado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom. Bem elaborado.</p>
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