Iso Sim

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Se eu quiser exercer medicina, não posso. Preciso do diploma, depois de sete anos de estudo. Se eu quiser advogar, não posso. Preciso de diploma e exame da Ordem dos Advogados. Se eu quiser “engenheirar”, não posso. Preciso do diploma de engenheiro. Se eu quiser ser gari, não posso. Tenho que ter diplomas básicos e passar por um teste físico. Mas se eu quiser ser vereador, deputado, senador ou presidente da república, posso. Ninguém me pede credenciais. Diplomas. Nem mesmo testes físicos. Ta certo isso? Ta certo falar “poblema” em rede nacional?
Pois é disso que o Podcast da semana vai tratar. Na trilha sonora, Adoniran Barbosa, Reginaldo Frazatto, Roberto Gnatalli e seus garotos, Demônios da Garoa, João Bosco, Beto Hora e Elis Regina. É mole? Apresentação de Luciano Pires.

O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em www.lucianopires.com.br/dlog






15 comentários sobre “Iso Sim”
  • Marcondes Lobo disse:    ( 06.01.2012 às 13:57 )

    Parabéns ilustre Luciano! Que material profícuo, singular e genuíno!! Bastou-me ouvir um dos seus podCasting para que o enredo tomasse conta!! Sou um disseminador dessas ideias “revolucionárias”, ideias essas capazes de superar estes inóspitos paradigmas tão evidentes em nossa sociedade contemporânea!!!
    Abraço!!!


  • Paulo Henrique disse:    ( 06.06.2011 às 11:34 )

    Realmente!
    É intrigante saber que “qualquer um” pode ser político nesse País. No seu podcast 248 “Educação, sempre ela”, você conta a história de uma ouvinte australiana. Ela elogiava o fato de o cidadão daquele país aprender cedo os deveres e direitos fundamentais na vida.Investimento na educação de qualidade faz toda a diferença social.


  • Paulo Henrique disse:    ( 01.01.2011 às 18:27 )

    Caro Luciano!
    Programa indispensável para refletir sobre nosso Brasil de várias faces, cores e sotaques.
    Parabéns!


  • João disse:    ( 12.11.2010 às 10:18 )

    Falar de forma correta é muito importante. Não precisa ter concordância impecável em 100% dos casos, ou ficar falando palavras difíceis… basta um pouco de disciplina, só isso.

    Luciano, seus textos são um sopro de ar fresco em meio a tanta burrice e conformismo que me deixam atormentado. Obrigado e parabéns pelo trabalho!


  • Michel Gomide disse:    ( 08.08.2009 às 19:21 )

    http://www.supertech-comp.com.br


  • Michel Gomide disse:    ( 08.08.2009 às 19:19 )

    Com muita certeza, isso é de se pensar luciano.
    parabéns pelo portal. Nota 10000000000000000000


  • jean disse:    ( 16.06.2009 às 6:23 )

    Quando entrei em contato com a língua portuguesa com 25 anos já tinha conhecimento de várias outras línguas e posso garantir ao caro Felipe que em todas essas respectivas culturas se exige que um cidadão fala e escreve a língua corretamente. E quando se trata de ‘autoridades’, não conhece nenhum país do mundo desenvolvido tolerante com a falta do domínio da língua.
    Isso não tem nada a ver com restringir a evolução da língua com a introdução de novas palavras e expressões - restrições que, na minha opinião, são excessivas na maioria das línguas indo-germânicas, inclusive no português.

    Enquanto a capacitação daqueles que nos representam nos governos, acho um absurdo que qualquer um que não tem a mínima condição de governar um país, um estado, uma prefeitura pode se eleger e fazer as maiores besteiras por ignorância e incompetência, causando prejuízos a uma população inteira, freqüentemente irreparáveis. Pessoas aptas para suas funções tem nada a ver com elitização, ou voltamos a permitir de sermos tratados por curandeiros como alternativo a médicos?


  • Selma disse:    ( 03.02.2009 às 6:35 )

    Que sintonia caro Luciano! -To concè i nun abru-
    Abraços, Selma.


  • Selma disse:    ( 03.02.2009 às 6:26 )

    Que sintonia caro Luciano! - Tò concè i nun abru.-
    Abraços, obrigada, Selma.


  • Gleison disse:    ( 28.01.2009 às 20:09 )

    Eu pensei um poucoo sobre… e algumas conclusões cheguei!

    Gírias é algo cultural. É aceitável? Vai depender do contexto (serei um pouco radical), você usar gírias na rua, no morro é aceitável em um Congresso Nacional um absurdo!
    Analisamos também as pessoas que utilizam (e maltratam) o português. No Congresso, no Senado os caras estão sendo vistos pelo país todo e pro mundo. Estão “comandando” o país! Como diria o ditado “a primeira impressão é a que fica”. Pode ser que um inglês, um espanhol, um alemão não compreendão a gafe, tá tudo bem! Eles vem e falam inglês! Assim permitimos (isso não ocorre na França! Ou você fala o idioma de sua pátria ou fala o frances!).
    Cabe dizer… quem estamos enganando?
    Nós mesmos…


  • Ana Regina disse:    ( 27.01.2009 às 23:41 )

    Luciano também estou de saco cheio da hipocrisia dos que defendem o mau uso da língua como se fosse democracia. Essa conversa de que é preconceito reclamar de quem fala “menas” é o que está levando o Brasil para o buraco. Essa condescendência com o erro, com a baixaria e com a ignorância já deu o que tinha que dar. Devia ser motivo para perder o mandato o político que não sabe falar português. Excelente programa, mais uma vez obrigado.


  • Gleison disse:    ( 26.01.2009 às 18:44 )

    Parabéns Luciano pelo PodCast!!!
    Showw de bolaa mesmoo!
    Como disse:
    “A pessoa não tem culpa de ser ignorante mas, tem culpa de não procurar conhecer…”


  • marcio disse:    ( 25.01.2009 às 20:16 )

    Espetacular podcast Luciano. Só pode ficar “indiguinado” quem veste a carapuça e castiga o português em nome do tal “pobrismo”. Chamar de preconceituoso quem zela pelo uso correto do idioma - e isso nada tem a ver com engessamento ou regras antigas - é ignorância e falta de argumento. Continue nos trazendo essas idéias e provocações.


  • Felipe disse:    ( 25.01.2009 às 19:24 )

    Triste, muito triste.

    A proposta de redução de nosso idioma, o português, a um mero escravo de normas que se renovam lentamente e ao prazer de grupos que pouco representam a pluralidade do povo que essa língua fala, é triste, muito triste.

    É bom lembrar que o idioma é coisa viva, se renova e se reinventa nas ruas, nos campos e agora até nas assembléias legislativas.

    A mera sugestão de que alguém é incapaz se agir politicamente por não falar de acordo com a norma culta é elitista sim, e a sugestão/piada sugerindo um ISO para políticos não difere muito de se sugerir sistemas uni-partidários como o Nazismo por exemplo.

    Caro Luciano, para alguém com propostas tão conservadores e retrogadas o tom debochado não caiu bem, ficou brega, característica essa, que imagino que você certamente repudia.

    Por fim, só escrevo aqui por indignação, não desejo resposta, apenas oficializar indiguinação.


  • Renata Argarate disse:    ( 24.01.2009 às 11:09 )

    Até que enfim alguém teve coragem de defender o português correto! Falar certo e escrever certo não é ‘frescura’, ‘babaquice’ ou ‘preconceito social’. É fundamental. Estou de saco cheio de ver ‘tijelas’ com J, ‘beringelas’ com G, etc, e de ouvir gente falando ‘pobrema’, ’seje’, ‘douze’, ‘a gente fazemos’ e coisas do tipo. Na própria Internet, é assustador ver como as pessoas escrevem errado. Mas, como você mesmo disse, que exemplos a gente tem na mídia? Além dos nossos políticos (e não é só o Lula!), também tem esse bando de imbecis da TV que escrevem ‘Iscola’ com ‘I’. Essa gente, aliás, é quem tem o maior poder de influência sobre a cabeça do povo. E esse é o grande perigo, porque a burrice passa a ser considerada não apenas uma coisa normal, mas uma qualidade, uma coisa bacana e positiva. Parabéns por mais um belo trabalho.


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