Em 17 de Julho de 2009 às 12:29
Categorizado em Café Brasil Podcast
Foi Arthur Schopenhauer quem disse que “a ignorância só é degradante ao lado da abastança”… Qual é o problema de ser ignorante? Nenhum quando não temos opção. O programa vai tratar da normose que mediocriza, e trará Stanislaw Ponte Preta com uma divertida experiência sobre a dificuldade que temos em reconhecer que somos ignorantes. A trilha sonora é um arraso: Arnaldo Batista com a antológica “Loki”, Paulo Padilha, Ultaje a Rigor, Edvaldo Santana, Edvaldo Santoro com Eder Sandoli, Grupo Flor de Abacate e Jorge Goulart. Apresentação de Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em www.lucianopires.com.br/dlog


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Realmente é isso. Vou citar aqui um trecho de um artigo de Olavo de Carvalho intitulado A fonte da ignorância.
” a palavra “cultura” já evoca, na mente desse público, a idéia errada. “Cultura”, no Brasil, significa antes de tudo “artes e espetáculos” – e as artes e espetáculos, por sua vez, se resumem a três funções: dar um bocado de dinheiro aos que as produzem, divertir o povão e servir de caixa de ressonância para a propaganda política.
Que a cultura devesse também tornar as pessoas mais inteligentes, mais sérias, mais adultas, mais responsáveis por suas ações e palavras, é uma expectativa que já desapareceu da consciência nacional faz muito tempo. Se o artista cumpre as três funções acima, nada mais lhe é exigido nem mesmo para lhe garantir o rótulo de gênio. Foi preciso, no festival de Paraty, uma escritora irlandesa (Edna O’Brien) vir avisar aos brasileiros que Chico Buarque de Holanda não faz parte da literatura. Por si mesmos, eles jamais teriam percebido isso. Nos cursos universitários de letras, produzem-se milhares de teses sobre Caetano Veloso e o próprio Chico, enquanto escritores de primeira ordem e já consagrados pelo tempo, como Rosário Fusco, Osman Lins ou José Geraldo Vieira, são ignorados já não digo só pelos estudantes, mas pelos professores. Até a Academia Brasileira, nominalmente incumbida de manter alto o padrão das letras nacionais, de há muito já não sabe distinguir entre o que é um escritor e o que não é. A hipótese de que o sejam os srs. Luís Fernando Veríssimo, Paulo Coelho e Marco Maciel jamais passaria pela cabeça de alguém habilitado, digamos, a compreender razoavelmente um poema de Eliot ou a perceber a diferença de fôlego entre Claudel e Valéry, isto é, de alguém que tenha ao menos uma idéia aproximada do que é literatura.”
Luciano, como sempre seu trabalho continua com uma qualidade maravilhosa.
ja acompanho a um bom tempo e continuerei como sempre, e logo mandarei algumas coisas que encontro nesse mundo de navegar.
Abraços
Saudações,
Recentemente comprei um iPod e descobri o “Mundo dos podcasts”, baixei mais de 20 diferentes, e o seu é o único que eu continuo acompanhando.
Excelente programa!
Boa noite Luciano,
Quando ouvi o texto sobre a normose pus me a refletir sobre o quanto ela participa de nossas vidas, seja em nós mesmos ou nas pessoas que nos rodeiam… uma coisa é certa, a normose está diretamente relacionada ao status quo, seja para mantê-lo ou para tentar alcançá-lo… talvez o sr. Leônio Xanás possa nos esclarecer melhor os verdadeiros motivos que nos levam a normose!
Parabéns por mais esse brilhante programa,
Celso Vieira.
Olá, Luciano!
Parabéns por ter feito um de seus melhores programas! Realmente estamos perdidos numa multidão que tem certeza de tudo, a qual, sem perceber, desta maneira, perde muitas oportunidades de crescer.
É muito triste mesmo olhar ao redor e ver tanta gente aparentemente igual. Aposto que, lá no fundo, tem um “eu verdadeiro” contrariado. Mas fazer o que, né… é o padrão…
Luciano, um grande abraço para toda a sua equipe e parabéns pelo seu trabalho.
Boa tarde Luciano!!!
Muito interessante este texto.
Acho que é isso que falta para a maioria de nós: ser nós mesmos.
Sem padrões estabelecidos pela mídia, pelos nossos parentes ou vizinhos.
Vamos ler os livros que gostamos de ler, não por que ele é um dos dez mais vendidos do mês.
Vamos escutar a música que nos toca a alma, não por que toca no rádio ou mostra na televisão aquelas mulheres gostosíssimas com aquelas bundonas.
Vamos gostar das pessoas por afinidade, não porque é mais conveniente.
Quem disse que precisamos ser normais.
Precisamos sim é ser autênticos.
Autenticidade é o que falta pro Brasil.
Um abraço.
Oi Luciano. Vou confessar que não tenho o hábito de comentar os muitos podcasts que ouço, por isso, pode me xingar, mas considere-se privilegiado, hehehe… Estou passando só pra dizer que A-DO-RO seu programa, me sinto bem após cada episódio, que tal uma frequência maior? Sobre o tema: Eu tenho lutado pra ter o “meu normal”, mas convenhamos, é difícil! Continuarei tentando! Por favor, mande-me um abraço aí no próximo programa, ok? Abs e té mais!
Luciano:
Olha deixo aqui registrado meus parabenz a voçê e toda equipe, seus programas são pérolas na internet, onde fazem a gente exercitar o habito a tanto esquecido das reflexões, digo que seu site marca um periodo na internet, que eu acredito der dividido assim: A\LP e D\LP, ou seja antes luciano Pires e Depois do luciano Pires, e olha se tivessemos 5% de sites assim legais gostosos com musica cultura e tudo mais que nos oferta a internet seria outra, enfim obrigado e continue com seus excelentes programas.
Carlos Henrique