Refugiados Éticos

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refugiadosO programa da semana é uma homenagem aos milhares de brasileiros que vivem no exterior. Vamos falar (e ouvir) a respeito de quem optou por construir um futuro numa terra distante, falando um idioma diferente. Nenhum desses que se saíram do Brasil viajou sozinho. Todos levaram consigo a saudade. E daremos uma mãozinha pra ela. Na trilha sonora, olha só: Nico Nicolaiewisky, Sebastião Tapajós e Nilson Chaves, Choro das 3, Seu Jorge, Arthur Moreira Lima, Edson Cordeiro e Paulo Diniz. Apresentação de Luciano Pires.

O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em www.lucianopires.com.br/dlog






10 comentários sobre “Refugiados Éticos”
  • Hidelbrando Correa disse:    ( 20.12.2009 às 17:48 )

    Caro Luciano. Mais uma raridade esse Podecast. Mais um acerto na môsca. Parabéns! Concordo até com o leitor que diz que é uma sacanagem. Mas eu ainda tenho o prazer de sentir o cheirinho da comida da mamãe, pois moro no Brasil. Mesmo tendo leitores teus, que não entenderam totalmente a tua mensagem, tenho esperança de que um dia a corrupção não terá mais vez por aqui. Por favor, conte comigo para essa luta, pois um dia seremos vencedores. Grande abraço.A propósito, já ouví o Edson Cordeiro umas 20 vezes. É uma obra-prima!


  • Alexandre Mapurunga disse:    ( 16.12.2009 às 11:13 )

    Caro Luciano,
    Neste seu podcast você faz parecer que só no Brasil há corruptos, violação de direitos e violência. Será que é assim mesmo, hein?
    E você não conhece nenhum estrangeiro, vindo dos EUA, Dinamarca, Alemanha, Itália… enfim… que veio morar no Brasil e que acha bem melhor a vida aqui?
    São refugiados éticos ou o quê, hein?
    Abraços,
    Alexandre Mapurunga


  • Selma disse:    ( 08.12.2009 às 9:16 )

    Oi Luciano, estou com vocè e nào abro, a nossa patria està onde somos amados. Hoje tenho 43 anos de idade,e destes 23 foram vividos na Italia e 2 em Paris .Mas amo o Brasil e aì me sinto amada.A cada dois ou tres anos apareço por ai, assim como quem nào quer nada, deixando aqui filhos, marido, trabalho e vou ao Brasil dar uma olhadinha, na esperança de ver coisas melhores,para depois voltar aqui e poder dizer a meu marido: o Brasil mudou agora dà pra viver là com mais tranquilidade, educar nossos filhos no mesmo nivel que educamos aqui na Europa, e alèm do mais gozar deste clima maravilhoso que sò o nosso Brasil tem.
    Por isto estive aì neste mès de novembro e estava mesmo com as melhores das intençoes,a ideia era levar para o Brasil um pouco mais das artes que se aprecia por aqui,porque nào?
    Moral da favola, conversei com muita gente do setor, visitei inumeras galerias de artes…..
    Resultado: sò gente disiludida,dizendo que ainda nào è o momento do Brasil, e que a maioria dos Brasileiros, quando tem algum dinheiro sobrando, compram carro novo, roupas de marca, comida…. Nào visitam galerias de arte, e que quando devem comprar uma obra de arte somente para a decoraçao do proprio apartamento, compra a còpia porque “tanto è a mesma coisa”.E que por este motivo as galerias cada vez mais diminuem.
    E assim o meu contributo ao Brasil neste sentido, vai esperar um pouquinho mais. E nestas minhas andanças, passando pela Alameda Lorena em Sao Paulo na semana passada, virando a esquina un carinha baixinho, magrinho, passa por mim e me pede o meu relogio, e eu disse que nào o dava, ele continuou avante pela estrada dele e eu continuei alì parada tendo de socorrer minha irmà que naquele momento teve um ataque de panico pela minha reaçao. Ela e todos que por ali passavam diziam que o homem poderia ter me matado, porque nào estreguei o relogio. Por este motivo aì vai o meu contributo ao Brasil gente, deixem de viver neste clima de terror, que quando alguèm te pede alguma coisa pelas ruas, tem que dà porque se nào morre sem nem perceber que ele nào tinha nenhuma arma. Precisa combater,com atençao è claro, e se te è possivel reaja.”Onde jà se viu um paìs deste?” Um abraço e muito obrigada, de mais uma Refugiada ètica.


  • Aline Ortiz Lima disse:    ( 07.12.2009 às 22:44 )

    Oi Luciano! Quanta surpresa quando ouvi o teu Podcast sobre pessoas como eu, os Refugiados Éticos! Perfeito o termo, até me deu uma idéia de usar ele como argumento na hora de pedir minha cidadania alemã : ). Brincadeira à parte, adorei a idéia de ajudarmos a melhorar nossa terrinha com nossa experiência obtida aqui fora, pode contar comigo…Estou no Brasil em férias, você me motivou e em breve te escreverei mais! Bis bald…Beijos, Aline


  • Lígia Soranso disse:    ( 07.12.2009 às 14:35 )

    Olá, Luciano!
    Meu querido mais uma vez você acertou na lata!
    Foi exatamente assim que vim parar na Alemanha: expulsa pela violência (5 assaltos em 2 anos), pela ousadia e afronta das empresas telefônicas e pelo stress do dia-a-dia.
    Não que eu não quisessse ter experiência internacional pois, no Brasil, você sabe, é curriculum, o que vem de fora é mais legal, melhor, tem melhor salário,etc. A realidade entretanto está me mostrando um lado bem diferente: nós brasileiros somos muito é melhores!
    Aqui os gringos ficam embasbacados com a nossa flexibilidade, engenhosidade e bom humor! Isso mesmo: bom humor! Embora o povo aqui tenha de tudo, parece nunca estar satisfeito. Não tem alegria, festa, expansividade (o que pra gente sobra, neles falta e vice-versa). A qualidade de vida, como a Aline escreveu, é maravilhosa, mas falta o tempêro.
    Na minha cabeça o país perfeito seria uma mescla do capricho e a organização dos alemães com a terra e a alegria brasileiras, ai, ai, não custa sonhar…
    Sabe que após ouvir seu podcast fiquei doida de saudades da nossa terra?
    Não faz mais isso não, Luciano, se não a gente volta!
    E se voltarmos, tenho um convite: vamos fundar um partido com toda sua galera, o PPDB (Partido pela Despocotização do Brasil).
    Um grande abraço,
    Lígia Soranso


  • Lígia Soranso disse:    ( 07.12.2009 às 14:34 )

    Olá, Luciano!
    Meu querido mais uma vez você acertou na lata!
    Foi exatamente assim que vim parar na Alemanha: expulsa pela violência (5 assaltos em 2 anos), pela ousadia e afronta das empresas telefônicas e pelo stress do dia-a-dia.
    Não que eu não quisessse ter experiência internacional pois, no Brasil, você sabe, é curriculim, o que vem de fora é mais legal, melhor, tem melhor salário,etc. A realidade entretanto está me mostrando um lado bem diferente: nós brasileiros somos muito é melhores!
    Aqui os gringos ficam embasbacados com a nossa flexibilidade, engenhosidade e bom humor! Isso mesmo: bom humor! Embora o povo aqui tenha de tudo, parece nunca estar satisfeito. Não tem alegria, festa, expansividade (o que pra gente sobra, neles falta e vice-versa). A qualidade de vida, como a Aline escreveu, é maravilhosa, mas falta o tempêro.
    Na minha cabeça o país perfeito seria uma mescla do capricho e a organização dos alemães com a terra e a alegria brasileiras, ai, ai, não custa sonhar…
    Sabe que após ouvir seu podcast fiquei doida de saudades da nossa terra?
    Não faz mais isso não, Luciano, se não a gente volta!
    E se voltarmos, tenho um convite: vamos fundar um partido com toda sua galera, o PPDB (Partido pela Despocotização do Brasil).
    Um grande abraço,
    Lígia Soranso


  • Julio Costa - Genève disse:    ( 05.12.2009 às 21:23 )

    Ola Luciano,

    O que dizer a não ser um Grande Obrigado do fundo do coração! Poxa sem palavras….. Mais uma vez você conseguiu identificar realmente o que muitos brasileiros fora do Brasil sente, óptimo podcast! E com certeza a volta para o Brasil esta breve! O livro esta chegando estou ansioso para ler…

    Um grande abraço para você! e toda e equipe!!!

    Et un Merci Beaucoup pour l’hommage mon ami..!


  • Baltar disse:    ( 04.12.2009 às 21:32 )

    O livro “Utopia e Paixão” de Roberto Freire está disponível na internet, se tiver dificuldade posso te mandar por e-mail.

    Abraços
    Baltar


  • Baltar disse:    ( 04.12.2009 às 21:15 )

    Luciano, eu me sinto da “minoria ética” já que não posso ou não quero sair do Brasil. Como toda minoria, somos discriminados e temos direitos não respeitados pelos não-éticos.

    Aproveitando, parabéns pelo excelente podcast e uma sugestão. Leia algum trecho do livro Paixão e Utopia de Roberto Freire (psicanalista, escritor, anarquista e criador da terapia SOMA). O livro fala do exercício da liberdade no cotidiano que é na prática uma revolução possível.


  • Reginaldo Santos disse:    ( 04.12.2009 às 11:28 )

    Que sacanagem, tô sozinho aqui na Espanha, chorando como um desesperado por causa da lembrança do cheirinho da comida da mãe. Isso não se faz, Luciano. Mas mesmo assim obrigado pelos minutos de lucidez que o Café Brasil me proporciona.


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