226 - Cassando Lobato

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cassada_pedrinhoE não é que tentaram censurar Monteiro Lobato? Alguém sismou que seu livro As Caçadas de Pedrinho é racista e resolveu que deve ser proibido na escolas. Será que é possível julgar o passado com as regras do presente? Achamos que não. E é disso que este programa politicamente incorreto vai tratar. Aliás, vai incomodar muita gente que não gosta de umas piadinhas… Na trilha sonora a Orquestra e Coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Mauricio Pereira, Tião Carreiro, Pardinho e Sérgio Reis, Dorival Caymmi, Papo de Anjo, Jacó e Jacozinho, as Meninas de Sinhá e o Falcão detonando Pink Floyd… Apresentação de Luciano Pires.

O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog






15 comentários sobre “226 - Cassando Lobato”
  • Lais S. Mangre disse:    ( 27.02.2011 às 9:18 )

    Senhor Elmo, caçado é outra coisa. O cassado do título do programa quer dizer cancelado, anulado, revogado; que teve seus direitos (políticos ou de cidadão) anulados; indivíduo cujos direitos políticos ou de cidadão foram cancelados. É só olhar no dicionário. Como o senhor mesmo disse, revisar aquilo que vai a publico é de suma importância.


  • Elmo Dórea disse:    ( 27.02.2011 às 8:21 )

    O título do programa 226: “Cassando Lobato”. Trata-se de algum parente do escritor em questão? Ou seria caÇando?
    Revisar aquilo que vai ao público é de suma importância. Chega de maus tratos à Língua Portuguesa.
    Nota 9 para o “Café Brasil”.


  • Lobo da Estepe disse:    ( 17.01.2011 às 4:32 )

    Pois então meu caro amigo, isto de políticamente correto tem me afetado as idéias, hehe. Eu gosto de um programa de humor em uma rádio lá do RS e me chateia quando o políticamente correto atrapalha as piadas dos caras porque ninguém sabe separar as coisas.
    Por outro lado, tenho pensado neste assunto porque me parece que a coisa está mais feia(ou aparecendo mais graças a facilidade de expor idéias). Mas as pessoas estão demonstrando muito o preconceito para quem quiser ouvir, orkut, blogs, twitter, toda hora se sabe de demonstrações de racismo e preconceito. Será que esta nossa facilidade, aceitação com as brincadeiras com negros, homossexuais, gordos e tudo mais não está fazendo com que se torne comum na mente das pessoas. E aí xingar um viado não esteja extrapolando os limites?


  • Tiago Inforçatti disse:    ( 12.01.2011 às 12:34 )

    Olá Luciano.
    Logo depois do ano novo, por uma feliz coincidência, enquanto aprendia a fuçar nos recursos no iTunes, descobri seus podcasts. Não posso negar que, como outros que já postaram comentários, tive, inicialmente, uma overdose, escutando praticamente todos os programas disponíveis em alguns poucos dias.
    Fato é que o podcast “Cassando Lobato”, se me apresentou como uma interessante coincidência. Tenho 26 anos e estou terminando meu mestrado em direito penal, em São Paulo (na PUC). Quando comecei o curso esperava que fosse ali encontrar, como se espera em qualquer universidade que se preze, um grupo de pessoas que pensa e que tem consciência de que esta mania do politicamente-correto-extremado é uma bobagem.
    Qual não foi o meu assombro, porém, ao descobrir, em uma das disciplinas na qual me matriculei no semestre passado, que a mania se transformou em doutrina.
    O que você menciona em seu programa (em tom de ironia) a respeito do “afrodescendente”, do “desprovido de pigmentação mais evidente” e, até mesmo do “deficiente vertical”, só não é lei por falta de empenho de nossos congressistas, segundo a nobre professora que lecionava o curso. Apelidei o curso de “Teoria do pocotismo I”.
    A situação mais cômica, no entanto, se deu pelo fato de que havia cinco africanos intercambistas, que participaram de todo o semestre conosco. Obviamente, não mencionei isto ao longo das aulas (até pelo receio de que o extremismo se estendesse às minhas notas), porém, pensava a todo tempo como deveria me referir aos “afrodescendentes africanos” que ali estavam. Deveria eu cometer o ultraje de chamá-los de negros, ou o que é pior, de pretos, ou deveria adotar o termo politicamente correto, correndo o risco de cometer uma gafe ridícula? Preferi o silêncio.
    O mais interessante é que a minha curiosidade se estendeu aos colegas africanos, e, quanto a isto, não tive forças para me conter. Em um intervalo entre as aulas, durante uma agradável conversa, perguntei a um deles o que pensava a respeito da coisa. E o colega me foi categórico. Com aquele carregado sotaque português, disse: que se dane esta besteira, eu sou preto!
    Acho que tudo o que você mencionou em seu programa sobre “analisar o passado sobre as regras do presente” foi muito claro e correto, e eu deveria indicar seus podcasts à professora. Prefiro, porém, deixar aqui meu comentário e minha contribuição, agradecendo-lhe pelo grandioso prazer que me tem oferecido com seus programas.


  • Juliana Nascimento disse:    ( 06.01.2011 às 17:55 )

    Luciano, esse é o meu primeiro (de muitos) comentários:
    Essas “confusões” historiográficas são chamadas de anacronismo, mas no caso dessa tentativa de censura à obra de Monteiro Lobato, prefiro chamar de piada mesmo. Isso não surpreende, pois estamos na época do politicamente correto, da psicologização extrema, onde tudo pode “gerar traumas”, ora isso é no mínimo duvidar da inteligência dos alunos, como se uma criança fosse maltratar animais porque cantou a tradicional musiquinha de roda.
    Existem detalhes no dia a dia que podem ser mais preconceituosos que um texto ou uma musica e quem os comete, muitas vezes, são o próprios estudiosos do assunto, os defensores das causas raciais, dos direitos das mulheres…
    E os professores não são preparados? Para que tantas aulas de didática em nosso currículo então? Essas carga horária que chega quase a ultrapassar o nosso aprendizado dos conteúdos, basta conversar com qualquer aluno de pedagogia ou licenciaturas.
    Buenas! Para finalizar, adoro os podcats do Café Brasil e certamente irei usar alguns em sala de aula.
    Abraços!


  • Luciano Pires disse:    ( 03.01.2011 às 21:36 )

    Celso, eu mudei o título do podcast na útima hora e peguei a turma do Podbr de calça curta na virada do ano. Só por isso saiu o Pedrinho aqui.. Mas já vamos corrigir.

    Um abraço

    Luciano Pires


  • Celso Vieira disse:    ( 03.01.2011 às 21:31 )

    Luciano, Tá demais esse podcast! sensacional! Mas como vc pediu e disse que gostaria que fossem enviadas mais críticas construtivas / sugestões do que de elogios, aí vai um alerta e uma sugestão em seguida.

    Vc publicou esse mesmo podcast no no Portal Café Brasil com o nome de “Cassando Lobato” e aqui site http://www.lucianopires.com.br com o nome de “Cassadas de Pedrinho”. Como é o mesmo conteúdo acredito ser melhor manter o mesmo nome em ambos os fóruns, desculpe se a intenção era proposital.

    A sugestão para melhorar é vc concentrar o seu conteúdo em único site e a partir destes vc cria conexões para onde julgar necessário, pois às vezes me perco sem saber onde e em qual dos portais a informação é mais atualizada.
    A empresa na qual eu trabalho passou recentemente por uma consultoria sobre sua imagem e uma das conclusões foi a recomendação de termos apenas uma porta de entrada na internet, justamente pra criar identidade e confiabilidade.

    Um grande abraço e mesmo que vc não concorde ou goste do meu comentário vou continuar sendo seu seguidor.

    Celso Vieira.
    Uberlândia-MG.

    Obs: Deixei o mesmo comentário no portal café Brasil justamente porque não sei a partir de qual dos fóruns ele chegaria mais facilmente até você.


  • Vagner Jeger disse:    ( 03.01.2011 às 13:16 )

    Eu comecei a ler o último comentário e pensei ué, que história mais familiar. Deixa eu ver quem postou isso…ahaaa, eu conheço esse Emanoel Limeira! É meu primo! Somos viciados em seus podcasts. Toda vez que nos encontramos perguntamos um para o outro: e aí, já baixou o último do Café Brasil? Aliás, foi o Emanoel que me apresentou o Café Brasil. Obrigado Emano!

    Essa questão dos preconceitos é muito curiosa. Sempre que vamos nos referir a algúem provido de pigmentação o fazemos com todo cuidado do mundo. Dizemos, moreno, com medo de ofender. Agora se o cidadão é loiro aí você pode chamar de galego, alemão, albino, sarará, o que vier na telha, que não tem problema. Falo por experiência própria!
    Minha mãe é catarinense e sou descendente de alemães.

    A propósito, o Jeger, infelizmente, não é do Mick.


  • Thiago Garcia disse:    ( 03.01.2011 às 13:02 )

    Olá Luciano…
    A primeira reação que tive ao ouvir esse capítulo foi a de revolta. Não pelo fato em si da “loucura” sobre Monteiro… Mas percebo que as pessoas tem muito foco no problema e não na solução!
    É a mesma coisa que se a minha mulher tiver me traindo em cima do sofá, eu tiro o sofá pra ela parar de me trair kkkkkkk.
    Já que a desculpa que o cidadão deu foi o despreparo dos professores, os professores que deverão ser melhores qualificados para ensinar.Simples assim!
    Abraço


  • Roberto Martins Gonçalves disse:    ( 02.01.2011 às 20:39 )

    Oi Luciano, tudo bem?

    Sempre escuto os seus podcasts, mas é a primeira vez que lhe escrevo. Por sinal, é a primeira vez que escrevo para qualquer site, blog ou coisas afins. Resolvi escrever depois que ouvi o Cassadas de Pedrinho.
    Quando este assunto estourou na mídia fiquei pensando como podemos ter pessoas tão desqualificadas avaliando o que pode ou não ser adotado como leitura em nossas escolas. Tenho 36 anos e as obras do Monteiro Lobato fizeram parte da minha infância e adolescência. Me lembro também com muita saudade da coleção “Para gostar de ler”. Você se lembra?
    Voltando ao assunto do Monteiro Lobato pensei que este assunto daria um ótimo podcast do Café Brasil. Pensei na ocasião de ter a ousadia de lhe propor que abordasse este tema. Gostaria de saber a sua opinião. Apesar de não ter sugerido o assunto fiquei muito feliz quando baixei o podcast e vi do que se tratava. Concordo com tudo que você disse. Às vezes me sinto culpado quando uso algumas expressões do tipo “tem muito nêgo legal no mundo”. Fico pensando se haveria algum negro no grupo a que me referi. Podem pensar que estou sendo preconceituoso, sendo que estava apenas usando uma forma de linguagem popular (tem muita gente legal no mundo). Não sei onde iremos parar com esta exagerada fase do politicamente correto.

    Um grande abraço e parabéns pelo seu trabalho.
    Roberto


  • Claudine Faleiro Gill disse:    ( 02.01.2011 às 10:38 )

    Oi Luciano! Assim como você também fiquei indignada com essa notícia. Tia Anastácia e cia fizeram minha infância muito mais feliz, uma vez que li toda a coleção do Sítio do Pica-Pau Amarelo quando me descobri alfabetizada. Ao contrário dessa nova geração, não cresci com nenhum distúrbio psicológico, não tenho traumas por conta do vocabulário criado por Lobato e nem tenho que ficar horas num divã em terapia. Tenho pena dessas crianças que não vão sonhar em experimentar os famosos bolinhos de chuva da Preta Anastácia e muito menos conhecer a sabedoria dessa doce senhora. Tenho pena também desses que insistem em burocratizar até a fase mais imaginativa e poética de nossas vidas, transformando tudo num mundo cinzento de regras.
    Sou professora de literatura e faço de tudo para que meus alunos convivam com Narizinho, Pedrinho, Emília e toda a turma de Monteiro Lobato. Não é vetando uma obra tão rica que teremos pessoas menos preconceituosas.

    Um abraço,
    Claudine.

    Goiânia - Go.


  • Bruno Mafrense disse:    ( 02.01.2011 às 9:16 )

    Comecei a escutar a pouco tempo o podcast e adorei, um estilo único de humor e cultura, tenho pena das novas gerações, prefiro morrer a fazer parte de uma sociedade sem cultura e identidade, nosso futuro será sermos iguais aos Americanos, burros e como cultura comer MCdonald’s e ver TV a cabo.
    As crianças de hoje em dia aos 5 anos perdem a infância para o computador, eu brinquei até os 15 anos ou mais, brincávamos na rua desde bicicletas até cirandas.

    Parabens tudo de bom.


  • Eduardo Boese Azambuja disse:    ( 01.01.2011 às 10:46 )

    Desta vez você quase me pegou! Quando baixei o podcast e li “Cassadas de Pedrinho” atirei a pedra no pobre do cara da informática que teria salvo o nome do arquivo com o nome errado. Coitado do Luciano pensei… O cara estragou tudo e o podcast está excelente. E o Itaú cultural o que vai pensar? Até com o cara que salva o nome do arquivo temos que abrir o olho. Que mancada!
    …Mas não pode ser, isso é proposital, isso não é o que aparenta.
    O tico e o teco tiveram que bater, o cérebro pocotó teve que despocotizar mas te garanto que valeu desde o título.
    Cuidado para algum descuidado leitor querer te cassar.

    para algum leitor


  • Tweets that mention Café Brasil Podcast » 226 - Cassadas de Pedrinho — Topsy.com disse:    ( 31.12.2010 às 19:41 )

    [...] This post was mentioned on Twitter by Podpods and Odair Moreira. Odair Moreira said: 226 - Cassadas de Pedrinho: E não é que tentaram censurar Monteiro Lobato? Alguém sismou que seu livro As Caçada… http://bit.ly/g4LCoz [...]


  • Emanuel Limeira disse:    ( 31.12.2010 às 1:28 )

    Oi Luciano,

    Há muito tempo escuto seu podcast. As suas histórias sempre aguçaram a minha imaginação. Estava procurando pessoas que pensassem fora da caixa, por que como você bem sabe nesse país o créeeu é levado a sério.

    No início, morava em Manaus, baixava seus programas e escutava indo para o trabalho. Me divertia e indagava a realidade. Hoje moro em João Pessoa (Paraíba sim, senhor) e as coisas aqui são bem diferentes das de lá. Antes era solteiro e não tinha filho, hoje, com a esposa e filha as coisas são bem diferentes.

    Em agosto de 2005, meses depois de você publicar o texto “Meus Preconceitos” (http://www.lucianopires.com.br/script/artigos/abre_artigo.asp?cod=260), fui para o XVI Festival Mundial da Juventude, em Caracas – Venezuela. Lá a minha vida mudou de ponta cabeça. Conheci a minha esposa que é colombiana e passamos 4 anos tendo contato através da internet. Ano passado não aguentei mais esperar e ela veio morar comigo. Tudo o que eu sabia da Colômbia é o que todo brasileiro medíocre sabe… FARC, COCAÍNA e FARC… Esses eram os meus preconceitos. Mas como uma francesa disse olhando para nós dois “eu sou a fedorenta (ela), você é a traficante (minha esposa) e ele o corrupto (eu)”. Já que vamos jogar com os preconceitos, finalizou.

    A história política diz muito sobre a Colômbia. Alguns dos candidatos de esquerda, que tinham predileção popular e que estavam à frente nas pesquisas, foram assassinados e os mandantes ainda estão no poder. As pessoas que se sobressaem da massa são sequestradas, torturadas, assassinadas e jogadas em valas comuns, mortas como indigentes. Para encobrir a barbárie diz-se era das FARC e pronto, resolvido.

    Suspeita-se que mais de 4 milhões de pessoas estão mortas por motivos políticos. Ditadura democrática. O povo pocotó, segue amedrontado, crendo que Álvaro Uribe e agora Manuel Santos são os salvadores da pátria, que estão combatendo os terroristas, traficantes. Não sabem que os maiores traficantes são eles mesmos e que estão sendo manobrados como boi em boiada.

    Entendo o preconceito no caso dos colombianos e sei que não passa de ignorância. Não basta ler no jornal, tem que ir lá pra constatar e conhecer. A cultura colombiana é muito rica e miscigenada, assim como a nossa. Lá também tem muitos problemas como em todo país latino-americano.

    Enfim, pra terminar, nesta época de fim de ano é mais presente um espírito bondoso, caridoso e afetuoso. Os preconceitos são amenizados para o bem estar geral dos pocotós. Somos surpreendidos sorrateiramente com aumentos exorbitantes de deputados, senadores, ministros, presidente, prefeito e vereadores. Como cachorrinho de taxi, continuamos a balançar a cabeça. Até quando?

    Abraço e até mais.


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