O programa da semana dá início a uma série de especiais do CAFÉ BRASIL, com duração maior que os 25 minutos de praxe. Neste caso, recebemos para um bate papo o Leo Lopes, que produz, dirige e apresenta o podcast RADIOFOBIA (www.radiofobia.com.br). Leo convidou Luciano Pires para ser entrevistado no primeiro Radiofobia de 2011, que será reproduzido durante esta edição do Café Brasil. É uma experiência diferente, com duração de quase 1h50m , em formato e dinâmica muito diferentes de tudo que você está acostumado a ouvir no Café Brasil. Este programa inaugura uma série de especiais que pretendemos intercalar (tentativamente, um por mês) aos programas normais para experimentar novas idéias. Afinal, a única coisa permanente é a mudança, certo?
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


Clique aqui para assinar gratuitamente este canal de PodCast e receba toda nossa programação via iTunes


(6 votos, média: 4,50 de 5)

Cara,
Já acompanho seus artigos e podcasts a alguns anos, desde quando conheci através do Biz Revolution. E apesar de acompanhar a um bom tempo, eu nunca havia comentado por aqui, mas hoje vindo para o trabalho ouvindo no “Radiofobia Café” o papo sobre idades vi que precisava passar por aqui. Estacionei meu carro aqui na empresa e fiquei com uma vontade de ficar lá ouvindo para saber pra onde ia o papo, fato aliás que vive acontecendo quando ouço podcasts no carro.
Mas vamos ao que vim falar, antes que eu me perca nos meus pensamentos e escreva um testamento desconexo.
Todas as vezes que ouço conversas desse tipo sobre idade me sinto totalmente fora do tempo. É como se eu nao fizesse parte da geração na qual vivo. Com 24 anos de idade pareço viver numa geração errada, uma geração apática, apagada, sem graça. Com a licença de utilizar um termo cunhado por você eu to me sentindo um envelhecente precoce. Meus contemporâneos, mergulhados em suas músicas ruins e consumindo massivamente conteúdo de baixa qualidade, parecem não querer mudar nem melhorar nada, nem mesmo as próprias vidas. Me sinto meio alienígena no meio desses hábitos estranhos que vejo ao meu redor, acho que todos esses hábitos se resumem em um sentimento só: orgulho de ser ignorante.
Tem gente que parece se orgulhar de estar à margem da sociedade e fazem de tudo pra que isso nao mude. Enquanto eu, me sentindo um estranho no ninho, faço de tudo pra mudar a minha realidade. E quando anuncio não gostar das mesmas coisas que agradam muitos ao meu redor sou tachado como o cara com cabeça de velho ou o metido a besta.
Mas o que antes me incomodava e me deixava triste, hoje me alegra. Porque não quero mesmo ser enquadrado nessa geração pocotó.
E vamo que vamo que na hora de ir pra casa quero terminar de ouvir esse pod e colocar os outros em dia.
Desse envelhecente de 24 anos,
Daniel Martins
Caro Luciano…
Escutei recentemente o podcast “Radiofobia Café”
e gostaria de mais uma vez parabenizá-lo. Continue
sempre inovando e também dando oportunidade a outros resistentes que, assim como você, lutam contra o avanço dos pocotós. Eu também faço parte dessa resistência. Não conhecia nem o “Radiofobia” nem o “Descontrole” e agora estão aqui nos meus favoritos. Possuem conteúdo com características bem distintas do seu podcast, é verdade, mas nota-se que são legítimos resistentes das forças pocotós. Enfim, o programa que ora me refiro me fez refletir sobre algumas coisas interessantes e gostaria de compartilhá-las com vc agora.
Lá pelas tantas do podcast “Radiofobia Café” o pessoal do Radiofobia fizeram uma brincadeira sobre o processo de reprodução das amebas (meiose e mitose) referindo-se ao dinâmico processo de reprodução dos pocotós que você, em determinado instante, se referiu. Pois bem, logo depois vc citou o exemplo da Rhaissa Bittar, uma brasileira de apenas 21 anos de idade com uma bagagem musical internacional de fazer inveja, que não consegue ter as mesmas oportunidades, de, por exemplo, Tom Jobim, Caetano Veloso, que não param de ter o seu trabalho difundido na mídia, mesmo sem precisar mais, citando a abertura de algumas novelas que não param de veicular estes clássicos da música
brasileira. Concordo plenamente com vc! Deveria-se dar oportunidade a novos talentos e não ficar batendo, eternamente, na mesma tecla.
Os conteúdos de qualidade duvidosa, ao contrário, se reproduzem facilmente, a exemplo das amebas. Eles se dão oportunidades entre si. Pode reparar. É sair um novidade pocotó e logo ela é lançada
em tudo quanto é programa de auditório e afins. Agora, as coisas de boa qualidade ficam relegadas ao esquecimento, muitas vezes, por falta de oportuindade.
Com isso, o processo de reprodução pocotó será
sempre mais acelerada e teremos cada vez mais dificuldades e combatê-los.
No último programa, vc citou tb, em diversos momentos a sua veia de cartonista e quanto esse fato é e foi importante na sua vida.
Aproveitando esse fato, gostaria de lhe dar uma dica de cartonista (certamente vc já deve conhecê-lo) que eu conheci a algum tempo atrás, quando mantinha um blog de crônicas (hoje o blog não mais se encontra ativo). É o Diogo Salles. Ele possue cartoons essencialmente políticos mas
acredito que vc irá apreciar muito o trabalho dele. Segue o link para você dar uma conferida.
http://www.diogosalles.com.br/links.asp
Bom, fiz a minha boa ação de hoje; compartilhar
o trabalho de um excelente profissional, que, com suas armas, resiste bravamente.
OBS: Eu não conheço o Diogo Salles pessoalmente e ele nem sonha que estou divulgando o trabalho dele por aqui. Não quero que você pense que estou querendo fazer propaganda. OK?!
Um grande abraço
Olá Luciano! Eu acompanho esporadicamente seu podcast! Acabo de fazer download de todos os programas e pretendo colocar em dia minha dose semanal de suas reflexões!
Acabo de ouvir o podcast “o ouvinte de podcasts” e senti que vcs realmente têm dificuldade para angariar investimentos! Fiquei até com peso na consciência por não colaborar com vcs! Mas juro que estou a pensar como seria uma boa forma de se obter retorno com os podcasts… assim que me der uma luz juro que te envio!
Ah, em algum programa vc comentou de pessoas no exterior ouvindo vcs… bem, eu sou estudante de doutorado em computação e atualmente estou em Porto (Portugal), pode me colocar na lista aí também!
Uma idéia que me ocorreu seria vcs fazerem alguma atividade no site para os ouvintes colaborarem com os próximos podcasts… como, por exemplo, vc colocar algumas frases e as pessoas sugerirem músicas relacionadas ou outras citações não menos interessantes! Isso talvez ajude-os com publicidade localizada nos sites… já é uma idéia de partida!
Grande abraço!
Parabéns a todos pelo programa!
Robson Motta
Luciano,
Parabéns mais uma vez pela idéia de incorporar o trabalho de outras pessoas junto ao seu!
Já que você abriu a caixa de Pandora vai aqui uma sugestão: da mesma forma que fazer um programa mais extenso e com um volume maior de informações foi muito enriquecedor para seus ouvintes, eu acredito que se você também publicasse aqueles podcast rápidos (entre 2 e 5 minutos), como nos moldes do trabalho que faz (ou fazia) no Primeiro Programa da rádia Transamérica seria muito bom para mostrar seu trabalho para quem não o conhece.
As razões para este pedido é muito simples, com programas menores é mais fácil usar seu trabalho em escolas onde há o predominio de jovens adolescentes que têm pouca paciência para coisas novas e até mesmo para adultos que estão comprometidos pelo efeito pocotó.
Enfim, a sugestão não é que você mude os tradicionais Podcast de 25 minutos, mas que você disponibilize alguns mais curtos para uma finalidade mais didática.
Obs: 1. O resultado da minha proposta poderia ser obtido editando os podcast maiores, mas não acho legal editar um trabalho de outras pessoas, até porque corre-se o risco de deturpar a idéia inicial, e também não deixa de ser uma agressão aos direitos autorais.
2. Não trabalho com jovens adolescentes, mas já ouvi comentários de professores que gostaria de mostrar seu trabalho para alunos de escolas públicas.
Espero que você analise com carinho esta idéia.
Abraços,
Celso Vieira.
Uberlândia-MG
Caro Luciano!
Muito interessante essa interação com outros podcastais!
Parabéns pela iniciativa de vocês!
Luciano,
Fiquei fora por um tempo e acabei “acumulando” podcasts para ouvir. Baixei os ultimos 5 episodios para um pendrive e escutei no carro a caminho do trabalho.
Envelhescencia foi fantástico e o bate-papo no Radiofobia ficou nata 10!!!
Decidi dar minha humilde contribuição nesse árduo processo de despocotização do Brasil divulgando o seu trabalho através do meu blog pessoal.
http://hugopimenta.wordpress.com/2011/01/20/despocotizando-o-brasil/
Espero que o post tenha feito jus ao excelente trabalho que você vem realizando.
Grande Abraço
Hugo Pimenta
Nao! Nao estou escrevendo pra ganhar nada. So quero agradecer mesmo. Agradecer pelas lagrimas de gargalhadas envergonhadas em transporte publico, pelas lagrimas envergonhadas no canto do olho por emocoes sem valor comercial.
Estou digitando este recado direto da Campus Party, proximo de voce, mas nao sei se vou te conhecer, pois me prontifiquei a trabalhar como voluntario nesta feira e nao sei se terei tempo para cumprimenta-lo.
Estou ouvindo cada podcast como se fosse a trilha sonora da minha vida cotidiana. Durante a propria Campus Party estou ouvindo os mais de 20 podcasts que consigo, inclusive uns 15 espisodios do cafe brasil. Um a um. Anoto algumas coisas no bloco de notas, e tenho uma lista de e-mails pra mandar. Me sinto mal por nao poder comentar em todos a tempo de sair o proximo podcast e ter aquele rico momento unico de ter sido citado, ali no canto do ouvido. Escutar meu proprio nome e’ normal. Escutar meu nome em um podcast e se sentir parte dele e’ ainda melhor!
Estou comentando neste aqui, mesmo ainda nao tendo escutado este programa. Sou ouvindo do Descontrole Podcast, do Radiofobia e de tantos outros Podcasts, e me sinto em casa quando ouco meu nome.
(desculpa a falta de acentuacao. Estou usando o computador da Campus TV, area onde estou voluntariando, e nao sei mexei direito e Mac.)
Forte abraco gratis, e espero te abracar pessoalmente em breve.
Ótimo podcast Luciano!
Apesar de não gostar muito do humor dos Radiofobia achei muito legal o bate-papo entre vocês, e poder conhecer um pouco melhor esse apresentador que ouço todas as semanas, mas de quem pouco sabia.
Vou procurar o seu livro para aprender um pouco mais sobre o que você tem a nos contar,
Um grande abraço de seu ouvinte (que está na média dos ouvintes de podcast, 24 anos),
Ulisses Candal
Bacana o programa… sempre ouvi os dois, adoro o radiofobia, mas as vezes penso que falta algo além de entretenimento vazio. Você complementou o baita talento do Léo Lopes, fazendo assim, a receita do melhor radiofobia ever
Olá Luciano….
Você com o pessoal do radiofobia ficou muito legal, deu uma liga bem interessante; tomara que tenha mais “CROSSOVER” com otimos podcasts como o do LeoLopes…
Pena que não foi um programa novo, sou ouvinte tambem do radiofobia, acho que vocês teriam papo para mais um ótimo programa como o 1º
abraço…
PS: Havia enviado um comentário mais cedo, e acho que foi perdido. Tinha escrito algo mais ou menos assim:
Agora entendi! (pelo menos por enquanto)
Com a participação do pessoal do Radiofobia e do Descontrole, funcionando como orelhas, finalmente entendi qual o propósito do Luciano e do Café Brasil:
Cultura!!!
Disseminar, provocar e fomentar cultura!
Em breve, além de ser o refúgio para os que buscam cultura nova e de qualidade, será também o concentrador e disseminador de novos talentos, tais como o exemplo de Rhaissa Bittar!
Finalmente o título Brasileiros Pocotó fez sentido para mim, leigo e ignorante. Interessante o efeito em nós ao descobrir algo novo.
Como diz uma célebre frase:
“Uma mente que se expandiu à uma nova ideia, numa mais retornará ao seu tamanho original”
Parabéns e continue o bom trabaho!
Falha nossa.
Escrevi errado o nome de Rhaissa Bittar!
Boa tarde Luciano,
Venho dedicar a parte do meu dia que prometi.
Mas não só para agradecer pelo programa, mas também para tentar acrescentar algo.
Achei muito interessante a parte do programa em que vocês falaram sobre estrangeiros fazendo e\ou escutando música brasileira de boa qualidade, eu gostaria de divulgar o trabalho de um americano que eu gosto muito, ainda mais quando ele canta em português.
Não tenho base para dizer se o som é bem produzido ou se ele tem uma técnica perfeita, apenas digo que gosto muito e espero que você goste também.
Esse é o site dele: http://web.mac.com/sonnenberg/Site/Welcome.html
Caso dê algum problema no link o nome do cantor é Paul Sonnenberg e você pode encontralo no youtube também.
E falando sobre a média de idade de seus ouvintes, tenho 23 anos e moro no Rio de Janeiro.
Mais uma vez obrigrado pelo programa,
Diego Reis
Sua participação no Radiofobia foi ótima, o Léo Lopes é hilário e você teve jogo de cintura no meio daquele hospício. Continue assim, cutucando a massa cinzenta alheia e nos empanturrando de iscas intelectuais, pois quanto mais, melhor. Sou um voráz consumidor desta mídia sensacional, tenho em meu agregador de feeds uns 30 podcasts diferentes, mas o seu está entre os meus preferidos. PArabéns pelo carinho e dedicação e por seus trabalho maravilhoso.
Tenho 30 anos, e escuto seus programas aqui na Leal e Valorosa cidade de Porto Alegre - RS
Luciano já a tempos acompanho o seu programa, mas como eu tenho costume mais de utilizar pelo itunes eu não venho muito no site, mas saiba que tenho recomendado para outras pessoas e que curto muito o seu programa.
Apesar de ainda estar longe da “envelhescência” e não sou também um adolescente que vive próximo de se tornar um pocotó.
Defendo com firmeza que precisamos crescer culturalmente e é por isso que gosto tanto dos seus programa.
Em meus 26 anos já vi muita coisa, mas com certeza os seus programas são dos melhores que existem
Grande abraço
Lucas Rigamont