Em 27 de Janeiro de 2011 às 13:31
Categorizado em Café Brasil Podcast
O Podcast da semana aborda a grande dúvida deste começo de década: temos uma presidente ou uma presidenta? A discussão que deveria ser sobre a lingua portuguesa já virou ideológica e aí… você sabe, né? Não acaba nunca. Vamos aproveitar o embalo pra falar também daquela praga chamada gerundismo. Na trilha sonora, Doces Bárbaros, Renato Piau, Rhaissa Bittar com Mauricio Pereira, Grupo Quebrando o Galho, Lingua de Trapo, Ion Muniz e Riachão. Na apresentação o estudanto Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


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Sempre ótimos seus podcasts, estou viciado a um ano, música excelente, conversa inteligente e bem estruturada parabéns, o Brasil precisa mais de Lucianos e de menos pocotós.
Luciano, Sarney e Marta Suplicy discutiram em plenario do Senado Federal o uso do termo presidenta. Se eu estivesse lá teria lhes dito: parem com isso e ouçam já o Café Brasil 230.
Grande abraço do seu ouvinte e leitror Marco Guedes
Olá Luciano,
Primeiramente não sou petista roxo, nem feminista e muito menos um grande conhecedor da nossa língua. Até hoje não entendo por que “buzina” se escreve com ‘Z’ e “usina” com ‘S’.
No entanto, já consegui perceber que achar exemplos no portuguêsa para embasar nosso ponto de vista é muito fácil. Assim como o autor do texto diz que não existe a palavra “tenenta” para o feminino de “tenente”, eu posso contra argumentar que existe a palavra “governanta”, como feminino de “governante”.
Na minha opinião isso é resultado de uma cultura masculina sim, onde 99,999% dos presidentes de empresas, fundações e estados são homens, e até então não era relevante a discussão do feminino dessa função.
Já “governanta” é uma função muito “mais feminina”, não é? Pois quem é que deve cuidar da casa e dos filhos enquanto os homens vão presidir?
Parabéns por ótimos programas e reflexões, sempre pontuados com excelenete MGB (Música Genial Brasileira).
Ulisses Candal, 23 anos, estudante de Design Gráfico, Curitiba.
Minha amiga Jusssara enviou um comentário interessante por email:
Luciano,
No seu texto sobre as antices das presidentices, faltou o conhecimento do latim. Os animais irracionais que acusam a língua de machista não fazem a menor idéia de que aquilo que parece masculino (machista) é pura e simplesmente herança do neutro do latim. O latim tinha 3 gêneros: masculino, feminino e neutro. Na passagem do latim vulgar para o português, o gênero neutro quase morreu. Sobreviveu, porém, nos demonstrativos isso, isto e aquilo, por exemplo. Na forma mais comum de neutro ele era muito parecido, na maioria das vezes igual, ao masculino. No português, o neutro chegou e se instalou da maneira mais comum, aquela igual ao masculino, e foi ficando. Na segunda metade do século XX, as escolas cortaram o ensino do latim. O que aconteceu, então? Uma ignorância cavalar a respeito da formação dos gêneros da língua portuguesa que levou os asnos a afirmarem que a língua é machista. Machistas são essas antas que se dizem feministas, mas viram o galo cantar e não sabem onde. Fala sério! E viva o generalíssimo Dilmo!
luciano, depois daquela do lobato, esta foi demais Hein !!!!, voce acredita que trabalho “naquelas centrais de atendimento” e realmente voce esta coberto de razão ref ao gerundismo, é pura falta de segurança, e aquela do lingua de trapo hein ??? vei bem a calhar, parabens muito bom seus programas ja escuto a aprox uns 7 meses mas só agora tomei coragem de escrever, show de bola, nos mantem atualizado com uma boa dose de humor ….. um abraço
Luciano Pires, meu nome é Genivaldo Santos, professor de matemática e o sou porque gosto da precisão das coisas, digo, não gosto do: é e não é. É e acabou. Seus comentários são precisos e coerentes, isso e as boas músicas conquistaram este pacato ouvinte, um pouco oculto, concordo, mas que está sempre esperando por mais uma espetacular demonstração de inteligência. Gostaria de ganhar um dos seus livros.
Fica com Deus meu amigo.
[...] This post was mentioned on Twitter by Podpods, Rogerio Gelonezi. Rogerio Gelonezi said: A voz da @rhaissabittar é tão gostosa que me lembra chocolate derretido. MySpace http://mysp.ac/cT1oYO e Café Brasil http://bit.ly/ep0wfm [...]
Estou ouvindo o podcast de natal atrasado nesse momento…a canção Feliz Navidad fica melhor na voz do Jose Feliciano hehehe
Sem dúvida a presidente Dilma.
Olá Luciano!
Mais um programa de altíssimo “gabardão”!
Tive uma surpresa nesse programa ao ver citado um texto do incomparável Piligra, figura carismática e inconfundível na Universidade Estadual de Santa Cruz onde me formei.
Deitado as tardes em uma preguiçosa rede esticada entre duas arvores, engatilhando um violão e cercado de colegas e alunos, se colocava a discutir desde os problemas da universidade até as tão conhecidas e discutidas questões sociais do nosso país.
Grande abraço!
Estava aqui apreciando mais um cafezinho e certamente atento aos petardos entremeio as canções. Outro dia minha namorada comentou que a pesar de não estar errado o termo presidenta soava muito mal, assim como “ponhar”. Já pensou Luciano, você “ponhando” suas idéias em prática e maltratando o idioma? Certamente é apenas mais uma do nosso português, mas que os donos das palavras as manobram muito bem. Como diria Odorico Paraguaçu, as nuances das palavras são “apenasmente” lapidadas para atender os caprichos de quem os fala. Seja na ignorância dos matutos ou na astúcia dos políticos. Parabéns Luciano e um forte abraço.
Olá Luciano.
As duas formas estão corretas.
Então ela pode escolher como deseja ser chamada, na minha opinião.
Parabéns pelo podcast.
Saudações linguístas Luciano!
Em mais um fenomenal Café Brasil, finalmente ouvi os argumentos que precisava para definir de vez o termo que usarei para me referir a PRESIDENTE Dilma Russef!
Obrigado pela ajuda nesta questão que nem os dicionários me esclareceram!
Vida Longa e Próspera