231 - Asma Espiritual

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asma_espiritualDiscutir religião não é fácil. Discutir religiosidade e espiritualidade é mais. E é isso que faremos neste programa, a partir de reflexões de Rubem Alves e de Ed René Kivitz. E o programa começa com uma frase de um anônimo, que é uma porrada:”Deus está vivo. Só não quer se envolver…”.
Não importa se você é católico, judeu, hindu, muçulmano, budista, xintoísta, evangélico, umbandista ou corinthiano. Este programa foi feito para sua alma.
Na trilha sonora, desta vez menos caótica, a música de Gilberto Gil, Ivette Matos, Moacyr Franco, Vanuza, Vozes das Gerais, Arthur Moreira Lima e Rubi. Apresentação de Luciano Pires.

O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog






14 comentários sobre “231 - Asma Espiritual”
  • Moema Maia disse:    ( 09.03.2011 às 23:29 )

    Oi Luciano!

    Parece que vc ler nossas mentes!

    Nos últimos dias o que mais tenho lido e duscutido foi ou foram as tão famosas religiões, ou culturas religiosas com seus pomposos rituais e mitos. Essas religiões não só dividem aqueles que têm fé como também os aliena, disfocando sua visão de mundo e aplicando suas esperanças e a própria fé em tradições estáticas e exibições forçadas de seu “espiritualismo”. Concordo plenamente contigo “não faça para os outro aquilo que não quer que façam contigo”!
    Obrigada!
    Inté!!


  • Alexandre Severo Gomes disse:    ( 24.02.2011 às 14:50 )

    Excelente trabalho, sai da minha igreja por motivos absurdos, como pessoas apontando o dedo e falando certas coisas, falando mal por trás, etc.

    Não preciso deste tipo de gente por perto, se fazem de santos na igreja mas logo após retiram sua roupa de cordeiro mostrando-se lobos temíveis.
    Posso ter medo de cachorro, mas não tenho medo de gente.

    Parabéns pelo seu trabalho, acabo de conhecê-lo por conta de uma citação sobre você no @radiofobia-lhes :D


  • Raquel Merisse disse:    ( 22.02.2011 às 10:00 )

    Olá Luciano!
    Tem certos temas que mexem com a gente. Muito. E esse foi um deles. Escutando as palavras de Rubens Alves e de todos os mestres, incluindo você, foi impossível não lembrar de cada etapa de uma história recente na minha vida. Uma história que ainda estou escrevendo, e que pretendo não parar por aqui.
    Por 25 anos fui Católica Apostólica Romana. Não aquelas de boca pra fora, mas daquele tipo participativo. Amo tanto a vida e a Deus que resolvi ser catequista, pra poder mostrar a beleza das coisas pras outras pessoas. Sempre acreditei nisso, que Deus está em todos os lugares e que um pedacinho dele (senão um pedação) está em nossos corações.
    E talvez seja por isso que eu sempre me estranhava com os dogmas católicos. Mas eu tentei. Não posso dizer que não tentei. Mas chega uma hora que a gente cansa. Cansa do fanatismo, do pragmatismo, da “carolice”, do radicalismo, dessa deturpação de valores…
    Eu precisava respirar. Eu precisava me religar com Deus, porque na igreja católica eu não conseguia mais. Minha “religação”(religião) não funcionava mais pra mim.
    Mas isso eu sei agora. Na época eu não entendia o que estava acontecendo comigo.
    Eu tenho uma família estritamente católica. Uma mãe tranqüila, mas rígida. E que apesar de ter feito curso de teologia, sempre foi fixada na mentalidade cristã (na religião cristã).
    E eu estou contando tudo isso porque foi nesse período da minha vida, em que as dúvidas assolavam minha cabeça e coração que eu conheci a Umbanda.
    Na época, meu namorado é quem freqüentava e eu – por curiosidade – fui conhecer o espaço. E como são terríveis os nossos preconceitos! Eu cheguei a ter “piriri” de tanto nervoso e ansiedade. Mas quando entrei no terreiro, com todas aquelas pessoas apenas fazendo o bem e a caridade, tudo caiu por terra. E eu de repente senti que era possível fazer as coisas diferentes.
    Mas aí veio o medo. E o medo paralisa, o medo suga nossas forças, o medo é o pior dos demônios. E como é triste, como é triste ter que mentir pra sua própria mãe pra poder fazer algo que vc gosta apenas porque está com medo! Eu não queria ver a reação dela, eu não saberia o que dizer, eu ia esporadicamente no centro apenas quando eu sabia que ela não desconfiaria, fiz cúmplices - como minha sogra que me auxiliou muito na época, mas que também não sabia como lidar com a situação. Eu me tornei escrava no medo! Tudo isso porque as religiões eram diferentes! Tudo isso porque eu sabia que meus pais não sabiam diferenciar a religião da espiritualidade! Porque é tudo a mesma coisa!
    Não importa o nome que damos a Ele! Não importa! Importa são os valores! E no podcast você fala tão bem: não faço aos outros o que não gostaria que fizessem pra mim. E o que é isso senão o maior ensinamento de todos? “Ame ao próximo como a ti mesmo!”
    Foram precisos quase 2 anos de terapia pra eu tomar coragem e assumir que sou Umbandista. Minha mãe ainda não aceita, e talvez nunca aceite. Meus familiares nem sonham que não sou mais católica (tenho católicos, adventistas, budistas, ateus, espíritas e outros numa família com quase 400 pessoas). Meu casamento (em novembro último) foi realizado na Umbanda em um dia diferente da festa social. Minha vida mudou muito e eu tenho que tomar alguns cuidados em conversas dependendo de com quem estou conversando, mas no Censo eu respondi que, sim, sou Umbandista.
    São quase 3 anos desde que comecei meus trabalhos espirituais. E eu nunca fui tão feliz.
    Porque ali eu sinto que, de alguma forma, eu estou ligada com o divino. Com o divino que está em mim, e que está em você. E que está em todos nós.
    Um dia, Oxalá permita, a humanidade vai entender isso.
    Agradeço demais a você, Luciano, por transmitir essa mensagem (e tantas outras) tão linda!
    Um grande abraço,
    Raquel Merisse

    (seguem algumas dicas que me ajudaram nesse caminho para a mudança:
    http://www.minhaumbanda.com.br/2010/06/17/encanto-dos-orixas/ - Artigo de Leonardo Boff sobre a Umbanda
    http://www.territoriodamusica.com/canalpop/resenhas/?c=1484 – Uma ÓPERA BRASILEIRA! O Alabê de Jerusalém é uma obra prima nacional e pouquíssimo conhecida!
    http://www.vagalume.com.br/o-teatro-magico/o-tudo-e-uma-coisa-so.html - Letra da música O Tudo é Uma Coisa Só do Teatro Mágico)


  • fernando ferreira disse:    ( 13.02.2011 às 23:12 )

    Luciano, vou contar a minha história sobre esse tema:

    quando criança, recebi uma educação teísta, ou seja, crente em deus, assim como 98% da população brasileira. eu acreditava em deus, mas não concordava com as religiões, pois, se elas tratavam de um deus único, como podiam ser tão antagônicas? cresci, e então um dia assisti a alguns vídeos do comediante George Carlin em que ele levanta vários argumentos ateistas inteligentes sobre as falta de lógica das religiões e do próprio “deus”, que me fizeram refletir sobre o assunto. fiquei curioso, li e pesquisei muitosobre isso e percebi que os argumentos ateístas são muito racionais e baseados em lógica enquanto os teístas exigem uma grande dose de imaginação. conclui então que nao ha nenhum ser superior. mas tambem conclui que somos seres livres e independentes, que não precisam se submeter a nenhum deus ou mestre para viver a vida felizes e lutando pelos nossos objetivos. claro que existem coisas para as quais ainda não temos explicações lógicas, mas não vamos aceitar uma explicação estupida só porque ainda não temos uma lógica disponível.

    um abraço

    fernando.

    obs.: gostaria de um feedback seu.


  • kleber braga disse:    ( 12.02.2011 às 17:40 )

    DESCOBRI O PODCASTING ATRAVÉS DO MEU PAI MEU VELHO ME FALAVA MUITO DE TODOS OS COMENTÁRIOS E MUSICAS QUE ELE OUVIA EM SEU TOCA CD NO CARRO UM DIA PAREI PRA OUVIR O QUE O DEIXAVA TÃO ENTUSIASMADO E ME ENCANTEI COM AS MUSICAS E COM TODA A PERSPICÁCIA DO APRESENTADOS ENTREI NO CITE E TODA SEMANA ESCUTO E SEMPRE QUE FALO COM ALGUM AMIGO SITO CAFÉ BRASIL COMO REFERENCIA DE BOM GOSTO E UM TAPA NA CARA DO POVO BRASILEIRO QUE TANTO OUVE E VER LIXO NA TV NO RADIO EM EM QUASE TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSAS FICO FELIZ EM SABER QUE AINDA TEMOS CABEÇAS PENSANTES E QUE QUESTIONAM O NOSSO DIA A DIA E PRINCIPALMENTE A NOSSA POLÍTICA DO PRA OS AMIGOS TUDO PRA OS INIMIGOS A LEI! TEM COISA MAIS DURA QUE A LEI?QUANDO EMPREGADA COM TODO O SEU PESO?


  • fabio fonseca disse:    ( 08.02.2011 às 8:32 )

    Prezado Luciano,

    Acompanho seu programa desde quando vivia em Viena/Austria e o usava para minha namorada, austriaca, aprender português. Logo, o que seria apenas outra pessoa falando português se tornou um programa que eu passei a ouvir pelo menos 3 vezes na semana.

    Escutando o programa que trata do tema religião me vi decepcionado pela maneira como você tratou o tema. Pensei que, apesar de sua formação e religiosidade católica, você fosse explorar criticamente os aspectos da moral religiosa-católica no nosso país. Embora conforme a constituição de 1988 o Brasil seja um país laico, o que se percebe é o poder das religiões cristãs, especialmente a católica, na nossa sociedade.

    Cabe destacar o debate, ridículo, levantado pelo José Serra sobre o aborto nas últimas eleições. Ridículo porque em todos os lugares onde o aborto foi dado como opção, os índices de aborto e de mortalidade das mulheres diminiui. Ressalta-se que a mortalidade feminina fruto de abortos clandestinos é a quarta causa de morte entre a mulheres no Brasil.

    Assim que, quando escutava o podcast, eu pensei, nossa, será que o Luciano não vai explorar de maneira crítica os valores cristão na nossa sociedade? Ao contrário, você exaltou a sua formação moral cristã, algo pessoal, mas que penso, não devería ter sido posto de relevo no seu programa. Entretanto…

    Espero que você não fique chateado…eu sei que nem sequer você vai ler meu comentário, mas eu precisei critica-lo visto que como ouvinte de seus podcast e como professor universitário, eu me sinto no dever de expressar meu ponto de vista (jamais opinião) sobre um tema tão complexo em uma sociedade que às avessas dos manuais de antropologia, vem se formando de uma maneira suigeneris.

    Grande abraço.

    PS - Sugestão de tema a ser abordado no podcast, o lixo na sociedade brasileira. Investigo sobre o tema há 10 anos e se necessitas de uma explicação sobre o temna, pode entrar em contato


  • Araceli disse:    ( 08.02.2011 às 7:49 )

    Na minha opinião as pessoas têm que ter um ensino religioso sim, para entender um pouco da parte espiritual, de participar de gestos benéficos a sociedade e compreender a história da humanidade. Sou contra quando usam da religião para manipular as pessoas e aliená-las do mundo e da realidade.


  • Araceli disse:    ( 08.02.2011 às 7:48 )

    Na minha opinião as pessoas têm que ter um ensino religioso sim, para entender um pouco da parte espiritual, de participar de gestos benéficos a sociedade e compreender a história da humanidade. Sou contra quando usam da religião para manipular as pessoas e aliená-las do mundo e fugir da realidade.


  • Tweets that mention Café Brasil Podcast » 231 - Asma Espiritual — Topsy.com disse:    ( 05.02.2011 às 22:37 )

    [...] This post was mentioned on Twitter by Hugo Magalhães, Jota Gui. Jota Gui said: http://podcast.lucianopires.com.br/2011/02/03/231-asma-espiritual/ Impressionante. [...]


  • Lucas Repolês disse:    ( 04.02.2011 às 23:44 )

    Boa noite, Luciano.

    Conheci o Café Brasil através do Radio Fobia. Comecei pelo programa de número 200, como você sugeriu, e já logo de cara me tornei um grande admirador do seu trabalho. A dinâmica, o conteúdo e a sensibilidade desse podcast são brilhantes.

    Agora há pouco, após passar por todos os canais da TV e constatar que não havia absolutamente nada de interessante para assistir, propus a minha noiva que ouvíssemos o Café Brasil pelo meu celular. Apagamos as luzes, nos deitamos no sofá e começamos a escutar alguns programas antigos, baixados diretamente do site.

    Enquanto ouvíamos, me transportei para aquela época em que as pessoas se reuniam ao redor do rádio para ouvirem seus programas prediletos. Foi uma ótima experiência. Confesso que me emocionei no podcast sobre as mães que morrem.

    Parabéns pelo seu trabalho, Luciano. A internet brasileira e o Brasil precisam de ideias e iniciativas como a sua.

    Um grande abraço,

    Lucas.


  • Mario JSA disse:    ( 04.02.2011 às 18:38 )

    Olá Luciano

    Ainda agora mandei um comentário, mas não foi aceite. Vamos ver se agora é.
    Antes de mais queria cumprimentá-lo pelo excelente podcast que mantem há anos e do qual sou ouvinte atento e assíduo.
    O que me moveu a mandar este obrigado foi o desejo de dar a conhecer o estado atual da juventude portuguesa e que está bem expressa neste canção mostrada pela primeira vez há uma semana pelo grupo “Deolinda” http://www.youtube.com/watch?v=f8lo82tXbWU&feature=related. Para o caso de não ser muito entendível, transcrevo também a letra.
    “Sou da geração sem remuneração
    e não me incomoda esta condição.
    Que parva que eu sou!
    Porque isto está mal e vai continuar,
    já é uma sorte eu poder estagiar.
    Que parva que eu sou!
    E fico a pensar,
    que mundo tão parvo
    onde para ser escravo é preciso estudar.

    Sou da geração ‘casinha dos pais’,
    se já tenho tudo, pra quê querer mais?
    Que parva que eu sou
    Filhos, maridos, estou sempre a adiar
    e ainda me falta o carro pagar
    Que parva que eu sou!
    E fico a pensar,
    que mundo tão parvo
    onde para ser escravo é preciso estudar.

    Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
    Há alguém bem pior do que eu na TV.
    Que parva que eu sou!
    Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
    que esta situação dura há tempo demais
    E parva não sou!
    E fico a pensar,
    que mundo tão parvo
    onde para ser escravo é preciso estudar.”

    Muito obrigado Luciano pela atenção que me dá e pelo entretenimento e ginástica mental que nos dá todas as semanas.

    Um grande abraço
    Mário


  • guilherme disse:    ( 04.02.2011 às 16:21 )

    Adoro esse prograas ais polemicos…
    parabens pelo podcast, que prospere sempre e domine o MUNDO!!!


  • Everton Ajisaka - Benevides - PA disse:    ( 04.02.2011 às 4:52 )

    É um deleite poder ouvir toda semana o Café Brasil, a dose semanal de remédio antipocotótização.


  • Caio Costa Victer disse:    ( 03.02.2011 às 21:18 )

    Olá Luciano,

    Eu acabei de ouvir este podcast, e não pude me deixar de comentar. Venho ouvindo o Café Brasil a quase um ano e nunca comentei. Por isso, gostaria primeiramente de desculpar-me pela minha ausência, mas quero que entenda que minha omissão foi por humildade, ou talvez inexperiência. Acontece que tenho apenas 22 anos e provavelmente sou um de seus ouvintes mais jovens, e é justamente por isso que evitei comentar até que surgisse um assunto que me permitisse contribuir com algo ao menos digno de ser lido, espero que seja!

    Religião pra mim sempre foi um problema, hoje a maior parte da minha família é composta de evangélicos, mas nem sempre foi assim. Alguns já foram católicos, outros umbandistas entre outras religiões. Fui criado desde pequeno na igreja evangélica, frequentava as escolas bíblicas dominicais, fui a retiros, fui batizado e acompanhava minha mãe com frequência aos cultos dominicais. Mas a doutrina me sufocava, e eu não entendia porque nós éramos sempre os certos (os salvos) e os outros os errados (ímpios). Afinal, dentre os que eram vistos como errados, segundo a doutrina, muitos eram meus amigos de colégio e depois de faculdade e eu os amo e sempre os achei pessoas muito justas e corretas, mais humanas muitas vezes do que os que se denominavam cristãos e andavam com a bíblia sempre embaixo do braço.

    Foi só quando entrei na universidade que eu fui entender de verdade que fé e religião eram coisas diferentes, e que por detrás da doutrina religiosa existem interesses nada divinos. Vivi isso na pele quando houve um quase comício político durante um culto na igreja que eu frequentava. Hoje me tornei rebelde para com a doutrina, não consigo ficar sentado ouvindo alguns pastores que subestimam os ouvintes, como se estes não pudessem interpretar as escrituras também, só a eles essa dádiva é revelada, por favor né?

    Fiquei muito feliz ao escutar você através das palavras de um pastor que enxergue para além dos dogmas e enxergue um amor e respeito ao próximo que para mim é a essência do ser humano, esse foi o ensinamento mais valioso que me ficou dos ensinamentos que recebi.

    Desculpe se escrevi muito, não sei ser sucinto, além do mais tinha que tirar o atraso dos meus comentários não feitos. Parabéns pelo Café Brasil, ele é um alento semanal para minha cabeça.

    Abraços,
    Caio.


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