O programa Preconceito, discriminação e racismo gerou tantos comentários interessantes que decidimos ousar: produzimos uma continuação apenas com comentários dos ouvintes. Tá pensando o quê? O Café Brasil é uma via de duas mãos, feito em conjunto por quem produz e por quem ouve, afinal todo artista depende de seu público. É a qualidade do público que faz com que o artista evolua em seu trabalho, num processo de crescimento mútuo. A qualidade de nosso público me orgulha! Entenda este programa como uma homenagem aos ouvintes de podcast. Na trilha sonora, Conrado Paulino, Clodo Ferreira, Jacó e Jacozinho, Elza Soares, Ney Matogrosso e João Penca e seus Miquinhos Amestrados. Apresentação de Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


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Muito bom Luciano!
Sou pecador e evito pecar!!! (Jesus não curte essas paradas)
Sou Preconceituoso e evito tratar as pessoas com diferença, isso com certeza é um pecado!!!
Olá Luciano, este é um dos muitos comentários que planejo deixar enquanto ouço o podcast no ônibus, academia ou na rua e acabo por não fazê-lo. Primeiramente parabéns pelo trabalho, de um modo geral é instrutivo e instigante, nem sempre concordo com tudo que divulgas aqui como ponto de vista, e isso é o que realmente me faz continuar te ouvindo, acho que se concordasse com tudo, não haveria qualquer possibilidade dessa atividade me acrescentar nada. Quanto a esse programa em específico, queria dizer que sou parte de uma (a contragosto digo isso) minoria. Sou homossexual. Contei pra minha família aos 17 anos e não foi fácil, pros amigos, e não foi fácil, hoje tenho um relacionamento com alguém que ainda não fez o mesmo e por isso muita coisa deixa de ser simples, me privo de carinhos, da possibilidade de dar a mão ou fazer um cafuné no cinema na pessoa que está comigo porque se eu tocasse a mão dele seria taxado de imoral, ofensivo e desrespeitoso. Passei por muita coisa pra alcançar o grau de auto-aceitação (a unica aceitação que realmente preciso) e não me arrependo, ser gay não foi uma opção, mas se o fosse, hoje eu escolheria sê-lo, pois me orgulho de quem sou, gosto de mim, dos meus amigos, da minha vida e de tudo o que ser quem sou me proporciona, e sei que sem passar por tudo que passei jamais o seria. Achei lamentável e minimamente curioso o fato de não haver sido tocado nesse assunto, a saber, homossexualidade, num programa que trata tão incisivamente sobre algo que nós homossexuais sofremos tanto. Não me senti representado, e sei que por muitos motivos meus “iguais” talvez não tenham reclamado isso, e se me permite a pergunta, o que é hein Luciano? Você tem algum problema com gente como a gente? Não me entenda de forma rude, não obrigo (e sinceramente não faço questão de) as pessoas concordarem com o que sou, nem com a vida que levo, mas primeiramente como ser humano, depois como psicólogo e mais ainda como estudioso do assunto na minha feliz tese de mestrado sinto imensa curiosidade de ouvir até as mais grotescas opiniões, e eu Luciano, gostaria de ouvir a sua, livremente, não sou esses homossexuais que se me chamar de “bicha” eu processo não. Se não for ao vivo, peço que ao menos responda por email. Independente do que acham as pessoas, eu ainda serei eu, e sou imensamente feliz assim. As dificuldades? Ahhh, elas me aprimoram mais e mais a cada dia, e é por isso que acredito, o mundo em que meus filhos irão viver será um lugar melhor e mais tolerante. Grande abraço, e desde já agradeço por esse espaço de questionamento, e pela esperada resposta. Abraços. Phelipe.
Caro Luciano,
Volto a comentar o excelente o podcast em que estende a discussão acerca de preconceito, discriminação e racismo.
Eu iria comentar o primeiro programa quando me deparei com o segunto. Preferi ouvir o segundo e ligando o anterior a este, fica claro o quanto o assunto traz à tona as idiossincrasias de nossa cultura que afetam nosso caráter e, principalmente, a maneira de pensar e agir diante do outro.
O caráter é julgado pela cor da pele, pela origem e localidade e também pela renda. É um fato difícil de admitir e mais ainda de lidar.
Jô Soares, em Viva o Gordo, tinha um quadro em que apontava a diferenças entre dois Silvas que, contextualmente se encontravam. Um Silva pobre e um Silva rico. O pobre perguntava ao rico que só fazia minimizar os queixumes do primeiro. Mas com humor, o quadro transcorria e chegava ao seu desfecho como que alfinetando nosso costume, desafiando nosso conforto ainda que sussurando entre os risos que, por adesão, nos remetem ao espelho de uma realidade.
Mais de 20 se passaram e, o tema ainda não saiu da pauta, somos pragmáticos em discriminar por questões diversas.
A citação de Luther King ao final do programa, remete ao sonho, mais que isso ao sacríficio de alguém que refletindo sua fé e sua militância pró ser humano, disposto a pagar o preço por um posicionamento claro, contundente e incômodo. Ser e enxergar no outro o humano, sem ignorar as diferenças, mas não utilizá-las como critério de exclusão social.
Parabéns pela insistência e pertinência da discussão e abertura à interação.
Abraço,
Daniel Dantas
São Paulo,SP
Descobri o seu podcast na semana passada, nem me lembro bem de onde peguei a dica, acredito que tenha sido no Podespecular.
Ouço podcasts há muito tempo. Rio bastante com Jovem Nerd, MRG e Papo de Gordo. Já me emocionei com Monalisas de Pijamas.
Mas no seu podcast, além de me emocionar no episódio sobre amizade, a cada programa eu tomo uma injeção de ânimo e estou revendo muitos do meus conceitos e voltando a por em pratica alguns que não fazia pelo “ah, não vai mudar nada mesmo”.
HOje comprei uns cd´s e irei gravar alguns programas para que minha mãe possa escutar no radio dela.
Obrigado. O eu trabalho está sendo mais palatável com os seus conselhos.
parabens luciano ,voce e otimo
Muito bom como sempre! Parabéns!
Caro Luciano!
Ainda bem que temos o Café Brasil para ouvir e fazer a nossa higienização mental de toda semana.
Parabéns!
Saudações miscigenadas caro Luciano!
Estou a algum tempo sem comentar mas ouço todos os Cafés Brasil.
Adorei a sua iniciativa de expor um assunto “tabu” como preconceito, discriminação e racismo não só uma como DUAS vezes e ainda por cima só com os comentário relevantes de seus ouvintes. Aliás “Comentários Relevantes dos Ouvintes do Café Brasil” é um pleonasmo, concorda?
Eu nunca sofri qualquer tipo de discriminação por ser de descendência européia. Minha mãe é espanhola, meu falecido pai era português e eu sou brasileiro. Quase uma reunião das Nações Unidas, hehehehehe.
Tal como o ouvinte Santos eu tenho por diversas vezes pensamentos preconceituosos. Que atire a primeira pedra quem NUNCA teve um pensamento preconceituoso na vida! É raro ter pessoas que sempre embasam suas opiniões em fatos concretos!
Apesar de me confessar preconceituoso, posso afirmar que NUNCA fui discriminador e muito menos racista. A maior prova disso é minha amada esposa que é uma negra de beleza incontestável e de personalidade cativante e arrebatardora (puxa-saco eu, hein?)
Vida Longa e Próspera