O programa desta semana é uma aula. De música, de produção independente, de rádio, de criação, de vida de artista. E até sobre os primórdios da internet no Brasil. Um bate papo especial com 90 minutos de duração com Mauricio Pereira. Mauricio é músico, ator e jornalista. Em 1985 criou com André Abujamra a banda Os Mulheres Negras, um dos ícones da cena musical independente de São Paulo. No início dos anos 90 participou, como cantor, do programa diário Fanzine, na TV Cultura. Entre 1995 e 2009, lançou cinco CDs e em dezembro de 1996 realizou o primeiro show ao vivo via internet no Brasil. Como a maioria dos artistas independentes brasileiros, Mauricio é um guerrilheiro. Um guerrilheiro formiga, como ele mesmo se define. Curta este programa, ele fará com que 90 minutos de seu dia sejam realmente úteis.
Na trilha sonora, além do Mauricio Pereira, temos Itamar Assumpção, Miriam Maria, Antonio Marcos, Guilherme Arantes, Jacó e Jacozinho, Tim Maia, Ronnie Von e, é claro, o Mauricio Pereira.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


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Olá Luciano, só hoje ouvi o episódio do Maurício Pereira, e gostei muito do programa em formato de entrevista e com maior duração. Espero que futuramente tenhamos novas produções como estas.
Acompanho o podcast há cerca de um ano e meio e não perco nenhum. Parabéns pelo trabalho como guerrilheiro formiga!
Caramba, só hoje fui ouvir o Café Brasil com o Mauricio Pereira, cara, que combinação fantástica foi realmente um presentão para quem é fã do podcast e dessa figura emblemática que é Mauricio Pereira, Luciano, você realmente sabe como fazer um programa de qualidade.
Abraços
Vinicius T. Werneck
Cara! Que vontade que eu tinha de ouvir o que esse cara tinha pra falar. Acompanho de longe o que o Maurício Pereira fazia desde que o Mulheres veio pra Curitiba abrir um show do Ira! (levaram vaias coitados pois o Ira atrasou mais de 3 horas).
Foram 1 hora e meia muito bem aproveitadas!
Valeu.
Estou inscrito no podcast.
Minha opinião: foi um problema de erro de julgamento de um funcionário. Mas o melhor comentário é a reprodução de um post feito por Lisa Hernandes no blog aleitamentomaternosolidario.blogspot.com:
Vamos lá, mães? Ajude a divulgar também! Olá! Estamos organizando um evento pró-amamentação no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 - estação Brigadeiro do Metrô), na próxima quinta-feira da semana que vem (12/05/2011), das 14:30h às 17h. Estacionamento virando a esquina.
Outro dia uma amiga foi impedida de amamentar seu bebê no espaço de Exposição do Itaú Cultural, a monitora disse que só era permitido amamentar na enfermaria dos bombeiros, que fica alguns lances de escada acima, a sala estava fechada, foi uma confusão.
Sempre discutimos nos grupos essa questão do direito da criança poder mamar e procuramos sempre lembrar que o aleitamento é um ato natural e saudável, que deve ser promovido e facilitado.
O diretor do Itaú Cultural, ao saber do incidente, imediatamente desculpou-se em nome da instituição, e tomou medidas de treinamento e informação da equipe para que isso não volte a acontecer. Não só a diretoria pediu pública desculpas pelo incidente como a partir disso, o Itaú Cultural se orgulha de propagar que é um espaço que dá boas vindas e apóia todas as mães que amamentam.
O Itaú Cultural vai oficialmente apoiar o evento, que de protesto se transformou em evento de promoção do aleitamento em espaços públicos! Do limão se fez a limonada! Teremos algumas falas, apresentação de uma parte do DVD Amamentação sem mistério, visita monitorada à exposição e por fim um lanche de confraternização.
Vamos participar e mostrar para a sociedade que nossas crias são de maternas mamíferas!!! A presença de mães é fundamental para que possamos divulgar o exemplo do Itaú Cultural, de transformar os espaços culturais em espaços amigáveis a mães que amamentam. Como disse o diretor, Eduardo Saron: “Os bebês podem começar a conviver com a cultura ainda durante a fase de amamentação. Certamente crescerão e se tornarão adultos dentro dessa atmosfera, se apropriando e ajudando a divulgar a cultura do nosso país.”
Muito bem. Me orgulho de meu patrocinador.
Caro Alexandre Pires acabei de chegar em casa pois trabalho a noite em uma Metalurgica e tenho habito de ouvir religiosamente diversos podcast inclusive o seu nunca fiz nenhum comentário mesmo ouvindo seus pedidos e chamadas de atenção sempre mas hj nao pude deixar passar em branco,acabo de ver na tv que o Itau em seu Espaço Cultural nao permitiu que uma mãe amamentasse seu filho dentro do espaço alegando que nao é permitido fazer refeições no local,que tu me diz disso?
Luciano, esta entrevista com o Mauricio Pereira está muitíssimo agradável. Você conduz excepcionalmente a entrevista deixando o entrevistado super a vontade e conseguindo extrair o melhor dele. Dos podcasts especiais com maior duração este foi o mais interessante.
Um abração
Caros amigos Luciano e equipe do Café Brasil.
Ja faz algum tempo que escuto regularmente vosso podcast mas esta é a primeira vez que escrevo. Não por preguiça, nem por indiferença, longe disso. É que tenho o Café Brasil em tão alta estima que acredito que os comentários devem ser igualmente relevantes e importantes.
Tomei conhecimento do Podcast quase por acidente. Um colega de trabalho me “apresentou” para o universo dos podcasts ha algum tempo e desde então tenho ouvido muita besteira, procurando alguma coisa realmente inteligente para escutar. Alguma coisa que me fizesse pensar e não apenas passar o tempo. Numa destas, “caiu em meu colo” o link para o Café Brasil. Pronto. Parei de procurar. Me impressionei pela qualidade técnica, pelos assuntos tratados, pela trilha sonora, pelo sincronismo de ideias com os temas musicais escolhidos, enfim, pelo conjunto da obra. Confesso que algumas vezes acho o Café Brasil de uma leitura difícil. Mas frequentemente pe surpreendo com a simplicidade e facilidade das narrativas sobre temas mais complexos. Gostei muito.
Acredito que desenvolvi o jeito Café Brasil de pensar e de encarar as situações cotidianas. Muito obrigado por isso.
Gostaria de relatar um acontecimento recente ao qual tomei participação e acredito que, você Luciano, tendo trabalhado em uma empresa do mesmo ramo possa ter alguma coisa a acrescentar. La vai:
Eu trabalho com automação industrial, uma profissão muito gratificante mas que sofre muito preconceito no nosso Brazilzão. A cada máquina ou dispositivo que criamos, sempre vem alguem dizendo: “nesta máquina aí, você tirou o emprego de tantos amigos meus. Como é que eles vão sustentar a familia deles agora?” Pronto, está feita a confusão. Não adianta falar que não, que este serviço apenas melhorou a ergonomia de trabalho do operador, ou que tirou o amigo dele de uma condição de risco ou de insalubridade que poderia acarretar em danos a saúde desta pessoa. A única coisa vista é que: o cara estava ali em um momento e agora não está mais.
Pois bem, recentemente recebemos um pedido de automação de um posto de soldagem para uma grande companhia do ramo automobilistico situada no estado do Rio de Janeiro. Deveriamos transformar um posto 100% manual em uma ilha robotizada. Não houve dispensa de pessoal, apenas re-manejamento. Onde antes os dois operadores em questão deveriam realizar o carregamento da estação, soldar em uma condição quase precária e depois descarregar. Agora os operadores apendas carregam e descarregam a estação. Melhorando a condição de trabalho e minimizando os riscos de lesões por esforço repetitivo, lesões por projeções de solda, de queimadura por proximidade à superfície aquecida da peça, entre outras. O trabalho foi um sucesso e a ilha robotizada não poderia funcionar melhor.
Enquanto estive fazendo o acompanhamento que veio este operador (uma pessoa de 28 anos, segundo grau completo, solteiro e que ganha um salário de aproximadamente R$ 1.200,00) me questionar se eu achava certo o que eu fazia. Pois bem. Eu lhe disse que defendo a idéia de 100% de automação, retirando todas as pessoas deste ambiente sujo de soldagem de carroceria e/ou de outras funções que, mesmo sendo honestas, não são dignas pois as pessoas que as executam estão expostas a contaminantes, arestas cortantes, transporte de materiais pesados, situações de trabalho não seguras com risco imediato de morte ou perda de membros por um salário tão baixo. (agora sei que toquei num assunto ainda mais delicado pois mais da metade da população do Brasil não chega nem perto do salário deste operador, simpatizo com a situação desta população e acredito que a solução para os dois problemas é a mesma, segue…).
Bem falando tudo isso para ele (que neste momento uma pessoa já se transformou em três), fui chamado de filhinho de papai, playboy e coisas do gênero. Muito bem. Este foi meu argumento: “Realmente, meus pais deram um duro danado para que eu tivesse apenas uma coisa na vida: instrução! Esta é a coisa mais importante. A partir dela, eu, por minhas próprias forças, adquiri o resto: um bom emprego com um salário justo. Uma familia com saúde e uma vida confortável, com suas dificuldades mas sem exageros. E eu sugeri a eles seguirem os mesmos passos.”
Apartir daí só ouvi desculpas, as mesmas desculpas que escuto toda vez que toco neste assunto, as mesmas desculpas que vejo na televisão, no rádio e nas ruas: Eu não tenho condições de estudar. Eu não posso deixar o meu emprego para estudar e não posso estudar porque estou empregado. Como eu vou viver se eu parar de trabalhar para estudar?
Pera aí…. quem foi o Pocotó que falou que se tem que parar de trabalhar para estudar? E quem foi que disse que o emprego é mais importante que a carreira? Porque uma coisa é diferente da outra. E se este cara que não estuda porque está empregado perder o emprego? E daí? Onde ele vai achar outro emprego que ele possa desempenhar, visto que ele só sabe fazer aquilo? Como fica? Daí a culpa é do governo, certo? Esta é a mãe de todas as desculpas e é o que nos separa dos países desenvolvidos. Aqui o governo tem que nos dar tudo. Se ele não dá, é um governo ruim. Queremos muitos peixes mas não queremos pescar. Este é o momento que eu fico nervoso neste tipo de conversas. Não que eu defenda o governo, ao contrário, mas não estou aqui para discutir política. Eu sou a favor da engenhalidade do nosso povo que acha um jeito para tudo, menos para o que é importante.
Pois bem, daí eu entro com a minha experiência de estudante: Eu vendia chocolates para passar pela faculdade sem sobrecarregar a minha familia que ja se privava de tudo para que eu e minhas duas irmãs. Somente com os chocolates, eu ganhava (líquido) os mesmos R$1.200,00 brutos deste meu operador em questão. E não tinha hora marcada para fazer os chocolates. Alidado a isso, eu ainda trabalhava em dois estágios de meio período, com salários de R$ 400,00 e R$ 290,00 cada. Logo, eu estudei engenharia ganhando mais que eles ganham sem estudar. Eu não tinha carro, porque da muita despesa. E não ia a festas todos os finais de semana. Uma vez ao mes, quando muito. Tomei como prioridade o estudo e não o conforto.
Minha esposa vendia semi-jóias e meu cunhado fazia manutenção de computadores, tenha ainda uma amiga que vendia roupas, outro que fazia web-sites outro que dava aula como professor substituto e por aí vai. Todos ganhavam mais que o salário do operador. E todos estudaram. Nenhum está rico, mas nenhum está pobre.
E eu perguntei: “O que te impede de fazer a mesma coisa?” e tem mais… Veja, se automatizarmos 100% destes postos. O que aconteceria? Primeiro e mais importante: Alguém deverá prestar manutenção destes equipamentos no futuro próximo. Quem? Quem estudou e se especializou nisto. Esta pessoa terá um salário pelo menos 3 vezes maior que o operador. Outro, quanto mais automatizado são os meios fabris, mais baratos ficarão os bens de consumo. Quanto mais baratos os bens de consumo, mais nossas moedas valerão, pois terão maior poder de compra. Logo, hoje o salário mínimo da Dilma é criticado por ser pouco ( e realmente é) mas ele é pouco em relação ao seu poder de aquisição. Se tudo fosse mais barato, o mesmo valor de salário mínimo seria “maior” pois fariamos mais com ele.
Tem mais, se tudo é automatico, o trabalho manual tem mais valor. Veremos pessoas se dedicando mais às artes, música, arquitetura, pintura, escultura, entre outras. Poderemos até vivenciar o nascimento de um Picasso Brasileiro (eu sei que é pensar meio longe mas porque não?)
Sem contar no efeito colateral. Sim porque há um efeito colateral seríssimo. Talvez por causa dele, não chegaremos a este estado com o qual eu sonho tanto. Teremos uma massa pensante e ativa ao invés de uma massa conformada e reativa. Não teremos mais mensalões, pois teríamos mais massa crítica para tratar do assunto. Nossos Pocotós se transformariam em puro-sangues. E daí? Eu quero ver juntar esta nossa mistura cultural maravilhosa, nossa habilidade de resolver quase tudo com um cérebro desenvolvido. Ninguém vai parar o Brasil.
Isso tudo foi ontem. Hoje pela manhã, antes de lhe enviar este e-mail, o mesmo operador da conversa veio e me falou que eu toquei no coração dele. Me falou que se sentiu envergonhado e que iria se matricular em um curso profissionalizante da região, visto que uma faculdade ainda estava um pouco longe da realidade dele. Bom é um começo…
Espero que este relato possa inspirar outras pessoas e que possa ser o primeiro passo para o Meu Brasil Varonil Potência Mundial.
Abraços, Obrigado pelos seus momentos de sabedoria e de suas provocações semanais.
Michel Anderson Tamanini
Departamento de Automação
Automisa Automação Industrial Ltda
Rua Angelo Caron, 694 - São Braz
CEP 82.300-470 Curitiba - PR
Ola Luciano, ouco a alguns meses seu podcast e confesso que apesar de muito maravilhada com cada episodio me sentia desconfortavel com a ideia de comentar por ser pop demais, mas hoje curtindo o podcast com Mauricio Pereira percebi que minha cisma foi uma bobagem e me animei em deixar aqui a minha sincera admiracao pelo seu programa que vem me alimentando de cultura e bom humor toda semana.
Vivo no Japao a mais de 20 anos e nao tinha opcoes de indicar algo inteligente aos brasileiros que vivem aqui, que possuem iphone desde a primeira geracao, Notebooks e tudo que se pode imaginar de novidade hitech, but carecem de digamos cultura e educacao. Vou sugerir sim, Cafe Brasil.
Um Forte abraco
Cris.
Meu caro Luciano Pires,
Sou mineirinho do interior, mais precisamente de Governador Valadares. Tenho 21 anos e conheci seu podcast através de minha irmã que mora da capital, e absorve as coisas boas de lá e respinga em mim…rs
Depois que eu o descobri venho de certa forma, o consumindo vorazmente e tentando o propagar entre meus amigos e familiares. Gostei muito do seu conceito de aprendizagem continuada no podcast sobre o BBB. Gostaria muito de sugeri, se puder, alguns temas, a saber: a despocototização e a morte de sua genitora, A morte do Obana, ops, Ozama. Parabéns pela sua arte!
Atenciosamente Matheus Machado
Caro Luciano!
Quanta informação boa em um só programa. O Café Brasil e Mauricio Pereira: uma mistura gostosa e nutritiva.
Reverência às coisas boas da vida!
Que delícia ouvir este programa!
Estou descobrindo aos poucos a “música que não toca no rádio” e estou adorando! Um pouco mais difícil é achar os CDs pra comprar, mas sigo na luta. Se alguém tiver uma dica eu agradeço!
Gosto bastante do trabalho do Mauricio, e quanta surpresa senti quando soube que ele veio cantar em minha cidade e eu só fiquei sabendo depois… que pena! Moro em Monte Alegre do Sul (SP) e acabo ficando um pouco distante especialmente por estar sem internet em casa.
Sou também uma formiga, espalhando sementes culturais que recebo de vocês, e tentando fazer a diferença no meio em que vivo.
Grande abraço a todos!
Fernando
Estou aqui em Roraima acompanhando os programas..
Louvada seja a net..
abraços..