O programa de hoje vai incomodar os lingüistas “progressistas”, pois mais uma vez tratará da militância ideológica que está tentando destruir o idioma que falamos. No Programa Internacional de Avaliação dos Alunos 2009 (Pisa), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil ocupa o 53º lugar no ranking geral, num total de 65 países que fizeram o exame.E quem devia educar, faz apologia do erro. Definitivamente, nóis invertemo as coisa. Na trilha sonora, Zé Fidélis,Moreira da Silva, Jonathan Nascimento, Edson 7 Cordas, Eduardo Reis, Zero, Paulinho Dias e Thiago Lima, Moraes Moreira e Raul de Barros. Apresentação de Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


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Sinceramente eu não consigo entender toda essa “Carayveíce”,
Uma vez escutei de “canto de ouvido” uma conversa entre dois jovens (papo de velho isso, hein?) e te juro que parecia que eu estava em outro planeta, tamanha foi a falta de entendimento dos termos usados pelos garotos…
E não foram “só” CARAYVEIS!! Tinham outras pérolas semânticas também!
Vida Longa e Próspera
Alexandre “NerdMaster”
Meu comentário aqui pode ser considerado um erro? Quem sabe inadequado? Luciano você leu o tal Livro que faz apologia ao erro? Semanalmente escuto o Café Brasil, divulgo e admiro seu trabalho. Porém, acredito que nesta edição você agiu como um “Brasileiro Pocotó”. Ou simplesmente foi na onda das matérias divulgadas na mídia? Acredito que a escola deve ensinar a norma culta. E este é o papel dela. Mas isso não significa que em um fragmento do livro não possa incentivar uma cultura menos maniqueísta. Faça uma análise do contexto do livro, o publico alvo e perceba que não se trata de fazer apologia ao erro. Menos de 1% do livro trata deste assunto. Se isso não bastar faça uma experiência em sua vida: Procure trocar a palavra erro por inadequado e perceba que este é um procedimento que nos faz mais tolerantes e fraternos.
Caro Luciano,
Excelente abordagem deste tema. Eu estranhei o título do podcast, mas ao ouví-lo a compreensão foi total (não necessariamente do “idioma prolixo” e, sim, o objetivo da mensagem).
Sem dúvida, vemos uma realidade difícil na tão falada, tão prometida e igualmente esquecida educação. O fazer público ignora as raízes da questão. Na verdade, demonstra profundo desinteresse pela questão. Ir para escola virou moeda de troca para programas sociais e, aprendizado, bem…isso é detalhe.
Cito abaixo parte da canção composta por Renato Russo que declama (e derrama) um manifesto contra este cenário.
[Perfeição - Renato Russo]
(…)
Vamos celebrar (…)
O voto dos analfabetos
(…)
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Também atuo como professor universitário. Percebo a aberração na linguagem corrente, nos escritos que leio e na pouca articulação idiomática entre os alunos.
Sem dúvida, o idioma precisa da norma culta e do coloquial. É aí que percebemos seu dinamismo e continuidade. Por outro lado, erro precisa ser visto como tal: o pedantismo e o analfabetismo são faces desta mesma moeda.
É fato que o domínio do idioma extratifica nossa sociedade ainda que de maneira informal, mas não às escondidas. Basta perceber que o acesso a vagas de emprego e em outras instâncias públicas ou privadas, como a diferenciação se manifesta. O acesso e as oportunidades variam também por conta desse fator.
Continuo aprendiz do idioma patrio. Somado ao novo acordo ortográfico, há que se reconhecer que as concordâncias, regências, semânticas e toda a sorte de flexõesm tornam a língua portuguesa um desafio para a vida. Sobretudo para quem prossegue lendo e escrevendo neste idioma.
Abraço,
Daniel Dantas
Caro Luciano,
Excelente abordagem do tema. Eu estranhei o título do podcast, mas ao ouví-lo a compreensão foi total (não necessariamente do “idioma prolixo” e, sim, o objetivo da mensagem).
Sem dúvida, vemos uma realidade difícil na tão falada, tão prometida e igualmente esquecida educação. O fazer público ignora as raízes da questão. Na verdade, demonstra profundo desinteresse pela questão. Ir para escola virou moeda de troca para programas sociais e, aprendizado, bem…isso é detalhe.
Cito abaixo parte da canção composta por Renato Russo que declama (e derrama) um manifesto contra este cenário.
[Perfeição - Renato Russo]
(…)
Vamos celebrar (…)
O voto dos analfabetos
(…)
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Também atuo como professor universitário. Percebo a aberração na linguagem corrente, nos escritos que leio e na pouca articulação idiomática entre os alunos.
Sem dúvida, o idioma precisa da norma culta e do coloquial. É aí que percebemos seu dinamismo e continuidade. Por outro lado, erro precisa ser visto como tal: o pedantismo e o analfabetismo são faces desta mesma moeda.
É fato que o domínio do idioma extratifica nossa sociedade ainda que de maneira informal, mas não às escondidas. Basta perceber que o acesso a vagas de emprego e em outras instâncias públicas ou privadas, como a diferenciação se manifesta. O acesso e as oportunidades variam também por conta desse fator.
Continuo aprendiz do idioma patrio. Somado ao novo acordo ortográfico, há que se reconhecer que as concordâncias, regências, semânticas e toda a sorte de flexõesm tornam a língua portuguesa um desafio para a vida. Sobretudo para quem prossegue lendo e escrevendo neste idioma.
Abraço,
Daniel Dantas
Olá Luciano,
Desde a época em que surgiu aquele vídeo da burrinho dançando com a música que sempre os podcasts tenho acompanhado o seu trabalho, e fico feliz por você sua equipe existirem.
Sobre este episódio, eu pessoalmente cresci no mundo em que hoje esta o “Caraiveiês”, mas não me deixei contaminar, não quero dizer que eu jamais erre alguma coisa, antes pelo contrário, talvez aqui mesmo enquanto escrevo, eu cometerei alguns erros, contudo a minha busca pelo conhecimento, e principalmente através da leitura me levou a melhorar a forma como escrevo e como falo, e principalmente melhorou o que você comentou a respeito da capacidade de compreensão do que se ouve ou lê.
Em meu trabalho primário, sou policial militar, tenho contato diário com aqueles que nem sempre utilizam a forma culta, já em meu trabalho secundário, fotógrafo, tenho muito mais contato com pessoas que a utilizam.
Não pretendo criticar, ou mesmo ser preconceituoso com aqueles que não utilizam a forma culta, contudo defenderei o meu direito de falar correto, e ainda que não os corrija publicamente, minha mente inquieta jamais deixará de fazê-lo.
Grande Abraço
Lucas Rigamont
Pesadíssimo Luciano!!! Boa Noite, Boa Tarde e Bom Dia!!!
Desculpe a intromissão, mas estou baixando os seus programas (atemporais) anteriores, e não estou encontrando coligações entre os Podcast’s e Os
Dlogs dos textos, gosto muito de suas apresentações para audições em transito como já mencionado anteriormente e quero poder presentear bons amigos (41) com seus ótimos textos, pois sei que tenho amigos que entendem melhor lendo do que escutando, diferente de meu ótimo amigo Leonardo Leucas (mineiro comedor de queijo Canastra) que esta dependente auditivamente de seus Podcast’s, rsrs. Fato este que me trouxe ate você neste comentário com indicações de possibilidades de melhorias. Exemplo, no Podcast, 27 esta inscrito Benjaminianas e no Dlog como Bissexto, o podcast 29 como seu Duarte e Dona Dora, algo sublime sobre seus queridos familiares e em seu Dlog apresenta como sendo as Entroxadas.
Luciano sou seu fã incondicional, mas não posso deixar de lhe informar sobre estes fatos e gostaria que seu espaço virtual seja a contento de minha (nossa) expectativa.
Também aproveito o momento para lha solicitar auxilio e ou talvez informações, já lhe ouvi duas vezes sobre ouvintes de outros países que utilizam seus (nossos programas, possuo um sentimento de egoísmo à Brasilidade em seus programas, pois também me emociono ao ouvir hinos pátrios, salve Eliezer Setton), solicite a seus ouvintes internacionais sobre programas similares aos seus se é que existem, para que nos humildes mortais possamos também aprender sobre outras línguas com produtos ferramentas próximas às suas.
Obrigado por me apresentar Mauricio Pereira, hoje sou capaz de reconhecer sua VOZ característica e envolvente quando a ouço.
PS: Sei que este nao é o Podcast ao qual iniciou minha observação, mais uma vez parabens!!!
Cordialmente:
Renato Barela
Luciano,
bom dia, boa tarde, boa noite!
Faço parte daquele que parece ser um enorme grupo de ouvintes de seu podcast que se apresenta aqui pela primeira vez para um comentário.
Conheci seu trabalho nos idos de 2004, quando estive em um evento realizado em Itatiba, interior de SP, onde assisti sua palestra “Brasileiros Pocotó”. Desde então sempre o acompanhei, primeiro recebendo seus textos pelo e-mail, depois lendo o dlog semanal, lendo seus livros, assistindo algumas de suas apresentações e, nestes últimos meses, ouvindo o podcast.
Carai véi! Você gosta mesmo de provocar hein?
Não bastasse a indignação que senti ao tomar conhecimento da distribuição desta publicação pelo MEC há alguns dias, hoje você resolve vir jogar na minha cara que uma das autoras do livro defendeu em rede nacional, no programa de maior audiência da TV Tupiniquim, “…que não se aprende a língua portuguesa decorando regras ou procurando palavras corretas em dicionários…”.
A partir desta afirmação a única conclusão que eu posso chegar é que eu sou uma besta, um ignorante que não conhece nada de sua língua, porque foi exatamente assim que aprendi a maior parte das coisas que sei sobre o idioma durante anos e anos na escola.
Mas, espera aí: talvez seja exatamente esta a mensagem que este pessoal esteja interessado em passar, sabe?
Talvez o interesse seja mesmo fazer com que eu me sinta uma besta por me preocupar com minha educação, com a minha maneira de me expressar, a forma de apresentar meus pensamentos, expor minhas idéias e deixe de me preocupar com isso.
E, quem sabe?, talvez com o tempo eu acabe mesmo ficando incapaz de fazer isso.
E, incapaz de me expressar, de desenvolver meu pensamento, incapaz de apresentar minhas idéias, eu passe a aceitar as idéias que me forem apresentadas sem fazer nenhum tipo de crítica. Eu passe simplesmente a aceitar. Aceitar qualquer coisa.
Um verdadeiro pocotó!
Neste caso, prefiro continuar investindo na teimosia de acreditar na importância do conhecimento da língua culta, da necessidade de me expressar bem em meu idioma, no poder da cultura, na importância da educação de qualidade, enfim, neste monte de coisas que às vezes parecem estar ficando meio fora de moda.
Mesmo correndo o risco de ser visto como uma besta.
Grande abraço,
Édio Oliveira
Bom dia Luciano,
Acordei agora pouco e já estou pronto pr atomar meu café cultural matutino.
Ainda bem que não bebo, assim não não fico com uma
ressaca pela falta de coragem de encarar a relidade
cotidianica (existe essa palavra? matei o portugues…)
Tento dividir desse café, mas muitos não escutam. Talvez se fosse cerveja Brasil teria mais sucesso rsrsrsrs
Abraço forte e siga sempre nesse trabalho.
Oi Luciano, tudo bem?! Na verdade eu só estou escrevendo pra mandar um grande abraço pra você. Nossa, como eu gosto desse programa, me faz sentir bem, vejo que não sou sozinho nos pensamentos mas lógico, não é tudo que penso igual a você ou a outras pessoas mas isso faz parte certo?!
Sei lá se vai lembrar de mim mas sou “o cara” que adora demais o podcast “Referências” e foi por ele que acompanho o seus programas.
Sinceramente, muito obrigado por você existir, obrigado por ter inventado esse programa e parabéns ao Banco Itaú por estar patrocinando esse programa. Você Luciano e o Café Brasil merecem.
Até mais!
Caro Luciano!
Tratar de nossa língua é sempre importante. Afinal, a língua portuguesa que falamos é fundamental para nossa comunicação.
Devemos manter a capacidade de pensar e refletir sobre nossos hábitos, costumes e, sobretudo, nossa língua-mãe.
Há descasos e/ou assassinatos linguísticos diariamente. No entanto, a Língua se renova e sobrevive através dos tempos.
Luciana, sou um destes ouvintes que nunca escrevem um comentário, mas que adoram o conteúdo do seu trabalho. Penso em como poderiamos lhe ajudar a continuar com esta riquissima fonte de informação e ao mesmo tempo não “impondo” para os ouvintes a “obrigação” de realizar comentários, pois sinceramente, não tenho “saco” para ficar escrevendo e sinto falta de algo mais “comodo”. Nossas vidas estão cada vez mais para o comodismo e temos que pensar em como resolver esta questão, talvez identificando o cliente ao realizar um download ou mesmo obrigar a deixar uma mensagem qualquer ou identificação quando baixar do Itunes ou mesmo do site. Vejo que tudo que é “obrigação” acaba por afastar o cliente.
Vejo poucos comentários no seu site em relação a quantidade de ouvintes acredito ter e fico pensando em algo para lhe ajudar a continuar com este site. A permanência deste conteúdo é essencial tanto para você em termos financeiros, quanto para nós em termos de aprendizado e crescimento pessoal/profissional.
Luciano , você é uma destas pessoas que nos fazem crescer através dos questionamentos e mudança de hábito de pensar. Gosto muito do seu trabalho , principalmente por inspirar tantos ouvintes a correrem atrás de seus Dons e Talentos, a desafiar o “normal” e mudar a perspectiva dos acontecimentso que temos ao redor e muitas vezes passam despercebidos, simplemesmente por não termos esta visão critica e instigante da realizade.
Parabéns e espero que continue com este excelente trabalho, só peço desculpas por não ter a minima vontade de ficar escrevendo através desta ferramenta e confesso que se tiver que pagar para não escrever, eu pago.
Alias um bom ou mau exemplo, talvez seja o caso da Universidade Falada que faz podcast de assuntos variados e os autores cobram pelo trabalho entregue.
Boa Sorte e conte comigo como fiel ouvinte.
Olá caro Luciano,
o meu nome é Jorge, moro na Alemanha a mais de uma década e ouço o seu podcast sempre que são publicados no iTunes.
Concordo com você em algumas matérias, discordo completamente em outras, mas acredito que ninguém é dono da verdade. O que nos torna uma sociedade democrática é exatamente esse direito de possuirmos opiniões contrárias sobre um mesmo assunto. Obviamente, antes de termos uma opinião contrária, devemos ter embasamento para dizer “o porquê de discordarmos de determinado assunto”.
Pois bem, ao ouvir hoje o seu podcast, resolvi pesquisar a respeito do assunto aqui tratado: o tal livro “por uma vida melhor”. Apesar de estar a muito tempo longe do Brasil, a internet me proporciona material aos montes sobre qualquer assunto, e com esse não foi diferente. Havia programas de TV, entrevistas, Blogs, comentaristas de futebol, enfim, uma gama de pessoas comentando sobre o assunto.
Mas uma coisa me preocupou: a questão foi totalmente politizada. Ao invés de ser algo para ser tratado de maneira científica, passou-se à discussão ideológica, da direita contra esquerda, e por aí foi. Cheguei a ler que o MEC havia criado essa mudança apenas para que a fala do ex-presidente Lula fosse aceita como correta.
Enfim, depois de ler um monte de colunas, textos, assistir a comentários após ouvir seu podcast, resolvi ler a passagem do livro em questão, que gostaria de reproduzir aqui:
——————————————–
Os livros ilustrados mais interessantes estão emprestados.
Você pode estar se perguntando: “Mas eu posso falar “os livro?.”
Claro que pode. Mas fique atento, porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião.
————————————–
Como professor de língua alemã, enfrento aqui um problema ainda maior que o problema do português no Brasil. Enquanto no Brasil ocorrem variações regionais ou variações como a flexão de algumas palavras, como no caso do “menas roupas” ao invés de “menos roupas”, onde a palavra menos é tratada como um adjetivo, nós aqui possuímos diferentes dialetos, que fogem completamente da língua padrão, tanto gramaticalmente como na forma de se pronunciar as palavras.
Durante anos o sistema escolar alemão se debateu para ensinar a língua padrão, muitas vezes não conseguindo sucesso. Quem nascia nos estados do sul ou do leste alemão sofria ainda mais. Era como ensinar uma língua estrangeira que todo o mundo entendia.
Foi então que se iniciaram programas iguais aos que estão sendo adotados pelo MEC, em que é valorizado o conhecimento prévio do aluno, não e estigmatizando por sua maneira de falar. Ao invés de rir e o chamar de ignorante, o professor procura explorar ao máximo o dito “erro”, fazendo com que o aluno se sinta valorizado e compreenda a maneira culta do idioma.
No exemplo dado no livro, eu mesmo não sendo professor de língua portuguesa, conseguiria tirar um grande aproveitamento em sala de aula.
Não é incomum o uso de frases como “as casa”, “as flor”, “os carro”, ou como no exemplo, “os livro”. Esse é um fato da língua, e segue uma regra, não é falado de maneira “desregrada”. Podemos ouvir frases do tipo:
os meninos são legais. (forma culta)
os menino são legal. (forma coloquial)
mas jamais iremos ouvir saindo da boca de um falante nativo, coisas do tipo:
o meninos são legais.
os menino é legais.
os meninos é legal.
Ao trabalhar a frase “os livro”, eu poderia explicar ao aluno que, na forma coloquial, muitas pessoas tem o plural como redundância. Ao dizer Os menino, o artigo definido no plural, já indica que a palavra menino só pode ser mais de um, por isso acaba-se suprindo o s. Mas temos que também levar em conta que, na língua culta, tanto falada como escrita, é necessário saber que há a existência desse s no final da palavra livro, para que haja concordância do artigo.
Através de exemplos simples, é mais fácil trazer ao aluno o mundo da língua. Podemos dizer que somos poliglotas em um mesmo idioma, e eu acredito que a proposta do livro seria exatamente esta: criar a consciência de que existe uma variação linguística, mas que o aluno aprenda a usar tanto a forma por ele já conhecida, como a forma que é a mais aceita na sociedade.
Esse mesmo modelo foi adotado no ensino do idioma alemão para crianças alemãs e mostrou de grande sucesso. Muitas crianças não tinham interesse em ir à escola, principalmente nas cidades pequenas, por sentirem que não aprendiam nada que fizesse sentido à eles. Eles passavam o dia em casa falando um dialeto, se socializavam, iam às compras e inclusive, conversavam com seus colegas de classe nesse dialeto, mas quando era aula de alemão, eram tratados como “caipiras” que não sabiam a própria língua.
Resolvi escrever apenas para comentar o seu podcast e colocar a minha opinião a respeito. Pude ver que vc leu a tal passagem do livro, mas pude notar que a maioria dos comentaristas apenas fizeram um comentário sobre o que não leram, criando apenas um discurso ideológico do tipo “luta de classes, direita/ esquerda, coloque o nome que quiser”.
Sou contra esse uso de ideologia nas escolas, mas não creio que esse seja o intuito do livro em questão. E notei também que muitos dos jornalistas que comentaram o trecho do livro, não souberam o interpretar. Apesar de a maioria defender que deve ser apenas estudada a língua culta, sem levar em consideração o resto, não foram capazes de interpretar um texto mínimo, de mais ou menos uma página (o que reproduzi aqui foi apenas um pedaço minúsculo), sendo esse texto escrito na língua culta.
Um grande abraço e continuarei ouvindo seu podcast,
seja para concordar ou discordar!
Jorge