253 - Em busca da brasilidade

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desenho_brasilVocê também se pergunta “que pais é este?” O que é “brasilidade” pra você? Será que é feijoada, futebol, mulher e carnaval? É o jeitinho? É Macunaíma? Ou é outra coisa? Será que depois da globalização, da internet, ainda existe essa tal “brasilidade”? Ou Carlos Drummond de Andrade acertou na mosca quando disse: “Nenhum Brasil existe. Existirão os brasileiros?”. É essa a discussão de hoje, a partir de um texto de Affonso Romano de Sant’Anna, na qual esperamos que você entre de cabeça! Afinal, entender o que é brasilidade faz parte de entender o que somos. Na trilha sonora, brasileiríssima, Joca Freire, a banda Angra, Hamilton Holanda e seu quinteto, Altamiro Carrilho e Armandinho, Choro das 3, Lenine, Francisco Alves, Banda de Boca e Arthur Moreira Lima. Apresentação de Luciano Pires.

O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog






7 comentários sobre “253 - Em busca da brasilidade”
  • Maick Costa disse:    ( 23.09.2011 às 11:09 )

    Escutei o “Em busca da brasilidade” enquanto caminhava pela Av. Paulista. Loiros, morenos, ruivos, negros, altos, baixos, gordos, magros, olhos azuis, castanhos, cor de mel, negros, carecas, cabeludos, de terno e gravata, camiseta e bermuda, trabalhadores, estudantes, turistas, de passo apressado, de passo lento. Todos passando por mim. É essa a brasilidade: uma unicidade de misturas, uma mistura de únicos.


  • Gilberto Vieira de Sousa disse:    ( 17.08.2011 às 0:43 )

    Brasilidade é fazer piada da própria incopetencia, seja ela na eleição de maus políticos seja ela na falta de coragem de cobrar resultados.
    Brasilidade e ver a violência generalizada aumentando a cada dia, seja nos crimes cometidos por marginais, seja nas brigas de torcidas organizadas e ficar quieto, passivo, escondido.
    Brasilidade é ter uma opção quase infinita de boas músicas e escolher escutar as piores, seja funck carioca, seja qualquer outra modinha passsageira.
    Brasilidade é, ter um país onde tudo que se planta nasce com vigor e preferir se alimentar diáriamente no Fast Food.
    Brasilidade é ter a chnce de ouvir programas como este podcast e preferir assistir aqueles sensacionalistas banhados de sangue no horário nobre, ou a programas de humor barato e sem conteúdo.
    Brasilidade é poder escolher ser o melhor, mas preferir ser mediocre.
    Brasilidade é ter todas as cartas na mão para virar o jogo agora e escolher todo dia, deixar para amanhã.
    Brasilidade e ver tudo acontecendo na sua frente e ao ser questionado responder simplesmente: Eu não sabia.
    Brasilidade é ter a caixa de comentários na sua frente e preferir não se manifestar.
    Um grande abraço
    Giba


  • fabricio emygdio (emidio) disse:    ( 15.07.2011 às 8:25 )

    Vou ser bem sucinto.

    A maioria dos brasileiros rejeitam a brasilidade, assim como o velho ditado “o santo de casa não faz milagres!”.

    Sou farmaceutico evou completar 30anos, e apresentei um trabalho de homeopatia, em um congresso de farmacia no Rio Grande do Sul, o trabalho apresentava um novo metodo de analise que agora não vem ao caso, mas o interressante é que muitos estudiosos foram no meu poster comentar e debater o trabalho, e todos eram de fora, como: frança, bolivia, argentina e outros de dentro no brasil mas nenhum do meu estado (RJ).

    O legal, é que uma pequisadora importante da area que foi convidade pessoalmente pela minha orientadora, simplismemnte ignorou o trabalho, não deu as caras nem para fala que o trabalho era uma merda! isso é só um exemplo.


  • Thiago Paschoal disse:    ( 13.07.2011 às 17:05 )

    Olá Luciano

    Ouvindo seu Pod cast 253- Em busca da Brasilidade, duas coisas em especial me chamaram a atenção à primeira sobre o ciclo eterno entre a mídia e a violência.

    A outra foi a nossa Brasilidade, ao meu ver não temos NADA que caracterize nossa Brasilidade, ou talvez nada de bom, pois o jeitinho brasileiro a impunidade e a corrupção são pontos fortes e enraizados no nosso país.

    Vamos tentar achar algo nosso, único em diversas áreas:

    Música: Ai sim claro que temos algo Brasileiro o Samba de raiz, samba de gafieira. Será? Quantos por centos da população gostam ou escutam este tipo de som? Afinal hoje os maiores ícones do Brasil são os Axé de Ivete Sangalo e Cláudia Leite, e os Sertanojos. Nosso grande REI é da Jovem guarda, temos raízes fortes no Rock no Rio Grande do Sul, Brasília e até na Bahia com Raul Seixas. Então na música não chegaremos a um consenso.

    Comida: Como dizem por ai a Feijoada, é o prato típico do Brasil, porém como você já provou em outro Pod cast a origem não é Brasileira. E os 90% dos paulistas que amam a pizza?
    Ou seria o nosso prato típico o Churrasco que exportamos para o mundo? Barreado, Macarronada, vatapá…não importa, o que importa é que não chegaremos em um consenso.

    Bebida: Pronto agora achamos algo a Caipirinha, a caipirinha ou a cachaça que a população com menor por aquisitivo consume tanto? Não seria o chimarrão que os estamos do sul cultivam a tradição há anos? Acho que nesta área também não tem nada que podemos chamar de Brasilidade.

    Acho que a Brasilidade nossa depende dos outros. Se um estadunidense vier ao Brasil e tomar caipirinha uma semana, para ele, quando ele falar do Brasil, vai lembrar da caipirinha, mais acho que não temos que achar isso ou aquilo para dizer que é do Brasil.

    Acredito Luciano que por somos um país tão grande e tão distinto que não conseguimos formar um consenso sobre algo nosso, a cultura, as origens, a colonização tudo interfere e nos separa de nos mesmos, um Gaúcho é muito mais parecido com um Argentino que com um Bahiano. Um Acreado é mais parecido com um Peruano que com um Paulista.

    Levando e conta que somos um pais de memória curta, com pouca cultura nossos ícones e modelos além de mudarem de região, mudam de tempo em tempo. Infelizmente isso enfraquece nosso país, e nossas crenças em um futuro melhor, somos órfãos de orgulho e patriotismo.

    Precisamos de pessoas como você Luciano e urgentemente de doses diárias de Café Brasil, este outro ciclo entre mídia e programas de baixa qualidade em busca apenas da audiência tem que acabar, precisamos de cultura, educação. Parabéns a você e ao Itaú Cultural.


  • Marcos Yoshihiro Nakamine disse:    ( 11.07.2011 às 15:20 )

    É muito difícil definir brasilidade, ainda mais nesse país de dimensões continentais, onde cada estado possui suas peculiaridades e características singulares. Talvez seja isso que faz do Brasil um país tão interessante e insubstituível.


  • Patrícia Mayumi Salema Ishizu disse:    ( 09.07.2011 às 20:57 )

    Bom dia, boa tarde e boa noite Luciano!

    O podcast “Em busca da brasilidade” me levou a refletir e me provocou a registrar minha opinião:
    Brasilidade para mim é a garra do brasileiro para atingir seus objetivos, é a preservação de nossa cultura apesar da incorporação de costumes estrangeiros,a valorização do que há de bom em nosso país, é acompanhar as mudanças do mundo sem perder sua essência.
    Mas se entender o que é brasilidade faz parte de entender o que somos, creio que de minha geração para frente estamos perdidos! Os jovens estão cada vez mais alienados, as famílias cada vez mais desestruturadas produzem pocotós que devido a iniciação sexual precoce produzirão mais “pocotózinhos” é um ciclo de tontos fazendo + tontinhos.
    De acordo com o texto de Sant´Anna o sentimento de “brasilidade” varia conforme as cabeças que pensam o Brasil, o problema é: Hoje quem pensa? Quem ensina a pensar?
    Lecionei em escolas estaduais para turmas de 5ª série ao 3º ano do ensino médio, e a cada dia voltava mais chateada para casa, eu passava horas da madrugada preparando aulas e nos 50min. de aula eu só conseguia apartar brigas, impedir que se matassem, e quando alguém parecia estar interessado na matéria, na verdade o interesse era só em conseguir uma boa nota para ser aprovado, e não em aprender de fato. Um dia fiz uma brincadeira, perguntei sobre o litoral de MG e a pessoa respondeu que não conhecia, mas que deveria ser bonito.
    Perguntar a alguém mais novo que eu: Você não sabe quem foi Francisco Alves? É perguntar e esperar ouvir piadinhas…
    O texto também afirma que “Brasilidade e nacionalismo se confundiram e iniciou-se uma verdadeira disputa para ver quem era mais e melhor brasileiro”, em minha vida toda vi o contrário disso acontecer, as pessoas tendem a supervalorizar o que vem de “fora” e menosprezar os “produtos nacionais”, meu pai é neto de japoneses e minha mãe descende de portugueses + epanhóis + índios, como tenho os famosos “olhos puxados” (mesmo que o cabelo seja encaracolado) toda e qualquer conquista minha é acompanhada de comentários do tipo: “Ah você é inteligente, você é japonesa”, mal sabem que fui criada sem contato com o lado “japonês” da família, meu avô nunca aceitou o casamento de meus pais. Quando nasci fui comparada a um vira-lata, “sem raça definida” (isso se encaixaria melhor como comentário do podcast “Preconceito, Discriminação e Racismo”), mas enfim acredito que essa miscigenação é que caracteriza o brasileiro.
    Infelizmente ao questionar as pessoas sobre o que é brasilidade, chovem comentários pessimistas, porém se serve de consolo, ainda há resquícios de brasilidade quando vemos que atividades culturais como a arte produzida pelas Figureiras de Taubaté, existente desde o século XIX, tem sido transmitida de pais para filhos, e das figureiras experientes para crianças em oficinas, permitindo que haja uma efetiva preservação desta original tradição cultural, com raízes bem brasileiras, fato este que acontece em vários outras regiões do Brasil (menos no litoral mineiro…hehe).

    Abraços!


  • Anderson Clayton Ramos disse:    ( 08.07.2011 às 12:24 )

    Bom dia Luciano, apesar de acompanhar o “papo” com café Brasil a algum tempo ainda não havia me expressado, mais estou aqui, pois deixou no ar a pergunta, o que é o Brasil, ou a brasilidade para cada um de nós, bom então pensei agora eu também quero entrar na dança, afinal devemos lembrar somos todos de raças diferentes, temos um Brasil “diferente” em cada canto do país se estamos no sul, temos um Brasil lembrado pelas serras pelo frio, se estamos no suldeste ou no centro-oeste temos a cidade maravilhosa, a maior economia do país e não podemos nos esquecer das enormes fazendas do nosso Mato Grosso que levam a produção do Brasil para fora do Brasil, mais o que seria de nós sem o nosso Nordeste, onde temos o turismo a cidade do sol, belissimas praias, ou então o berço mundial a maior floresta nativa do mundo e onde? no Norte do nosso Brasil. Mais o Brasil ja não se resume mais a esse continente, devemos sempre lembrar que por mais que ainda estamos aqui, pois é um país maravilhoso, muitos de nós sonham com uma vida diferente e buscam esta vida em outro país, mais nunca deixam a suas raízes, ou seja, esteja você, em Nova York, Hong Kong, Paris, Hamburgo seja la onde for, basta dar uma boa olhadinha para os lados e la esta alguém soltando uma frase no bom e velho português “do Brasil”, pois muitos de nós vão pra ficar, outros vão pra ganhar uma vida e voltar para o nosso Brasil, pois esteja onde estiver não temos mais fronteiras, mais vai entender né, porque queremos tanto sair daqui? se os que estão fora querem entrar? Mais ai é outro assunto… ao menos acho que por partes responde como somos de raças diferentes, e como expandimos o “país” pois levamos sempre conosco um pouquinho da nossa cultura pra deixar cada pedacinho do mundo com um gostinho de Brasil… isso é brasilidade.


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