259 - O correto politicamente incorreto

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cafe_politicamenteO problema da cultura politicamente correta é que ela ampliou a fantasia de que poderíamos viver um mundo melhor sem realmente mexer nas questões básicas da sociedade, a começar pela ignorância, o sadismo coletivo e a falta de cultura geral. “ Pois é… Mais um programa tratando da questão do “politicamente correto, politicamente incorreto”. De onde vem essa definição? Quais os perigos de praticar a correção ou incorreção política? É censura? Afinal de contas, quem é que pode ser juiz de alguém? Na trilha sonora Ricardo Herz, Ney Matogrosso com Os Trapalhões, Zé da Velha e Silvério Pontes e um Nando Reis ao vivo (e afinado!) que é de arrepiar. Apresentação de Luciano Pires

O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog






7 comentários sobre “259 - O correto politicamente incorreto”
  • Renata Argarate disse:    ( 26.08.2011 às 9:57 )

    Caro Luciano, amei esse podcast! Você expressou de forma certeira tudo o que eu penso sobre a tal onda “politicamente correta”. O que teria sido da infância da minha geração sem o “Atirei o pau no gato” (versão original, claro!), o “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, desenhos espetaculares como Tex Avery Show, Pernalonga e Pica-Pau (especialmente o chamado “Pica-Pau doidão”) e, como você bem lembrou, os sensacionais Trapalhões, que eu amo de paixão até hoje. Você não sabe o que eu senti ao ouvir a música “Cochabamba” novamente depois de tantos anos! Evita sí, pero no mucho! Ha Ha Ha Ha… Hoje o mundo tá muito hipócrita - OK, concordo que brincadeira tem limite e que o limite da brincadeira é o desrespeito, mas partir pra hipocrisia total é o fim! A gente tenta não ser saudosista, mas tem hora que é inevitável. Relembrar a época criativa e inigualável que eu tive o privilégio de viver é, como diz aquela música da banda Kaleidoscópio, “a tristeza que me faz sorrir”. Abraços!


  • Orahcio Felício de Sousa disse:    ( 23.08.2011 às 0:33 )

    Oi Luciano, li hoje coincidentemente um texto do Mauro Santayana em que ele lembra que a esquerda subestima a capacidade de mobilização da extrema direita e atormenta as pessoas com o fantasma da revolução. Acho que a onda do politicamente correto corrobora para o crescimento das ideologias de extrema direita, o discurso da “moral e dos bons costumes” vai pegando carona no “politicamente correto”. Olha a inversão que você citou no exemplo do negro africano: as variantes de negro usadas para prejudicar a imagem do negro (”denegrir”, “só podia ser nêgo”, “neguinho num toma vergonha”) é que são abolidas do linguajar das pessoas que assumem sua identidade negra. Mas o bonde do politicamente correto ou da moral e dos bons costumes, coloca a identidade negra como sendo o termo não mais usual, aumentando assim a segregação. Logo as pessoas são negras mesmo, pretas e afro-decendentes, mas esse último é o menos importante.


  • Aruan Pereira da Costa disse:    ( 22.08.2011 às 21:46 )

    Um dica. http://www.youtube.com/watch?v=frS0qxHzSeQ


  • Aruan Pereira da Costa disse:    ( 22.08.2011 às 21:44 )

    Olá, Luciano.
    Me chamo Aruan e não sei se consigo mais ouvir falar do politicamente incorreto, na minha opnião, de forma tão ingênua.
    É provável que eu não consiga ser claro, mas vou tentar.
    Eu concordo completamente quando você diz e rediz que não podemos julgar outros tempos pelos critérios de hoje. Assim, nessa visão, criticar nosso querido escritor José de Alencar por ser um escravocrata é não aceitar ou não entender o contexto social e econômico de uma outra época. É ostentar um etnocentrismo justificado pela ignorância.
    Agora, eu não ainda consigo aceitar você tão arduamente levantando essa bandeira do ‘politicamente incorreto’ sem conseguir olhar o nosso contexto social atual. Admirando você, Luciano Pires, sua forma de pensar, seu senso crítico e polêmico, prefiro pensar que você afirma o que afirma pois conhece sua audiência, instigando a pensar diferente, por um nova perspectiva. No entanto, para isso, é preciso que essas pessoas tenham uma visão mais clara e aberta do que é o mundo. Digo tudo isso pois acredito que o politicamente incorreto ganha sua força por vivermos uma sociedade construída em cima de mentes fechadas, preconceitos e intolerâncias que só são combatidos através de ‘leis’. Um exemplo disso é a luta contra a criação diária dos sites (neo)nazistas ou de pedofilia. Não é essa uma censura necessária?
    Eu, você, parte de seus ouvintes e o Rafinha Bastos temos ciência de que cantar atirei o pau no gato ou nega do cabelo duro não significa apologia à violência contra os animais ou racismo contra negros. O problema está nas pessoas que fazem usos desses discursos para justificar – e até esconder – suas idéias medíocres sendo evacuadas para ostentar atitudes preconceituosas, racistas, machistas e homofóbicas.


  • Jonas Heytych disse:    ( 22.08.2011 às 9:58 )

    Gosto muito do café brasil, um programa inteligênte, como poucos que se encontram na internet.


  • Paulo Henrique disse:    ( 19.08.2011 às 14:22 )

    Caro Luciano!

    Sou livre para expressar o pensável e o impensável. Mas também sou livre para assumir a responsabilidade de minha expressão.
    Os Trapalhões, Brandão Filho, Os Três Patetas: tem quem goste e tem quem não goste. Quem liga pra censura alheia? Vamos ser felizes com bom senso!


  • Gilberto Vieira de Sousa disse:    ( 19.08.2011 às 13:37 )

    Olá Luciano e equipe,
    Mais uma vez leio e escuto opiniões sobre o politicamente correto.
    Eu me pergunto até quando? Até quando eu vou ter uma visão simplista sobre este assunto?
    Em minha opinião, o movimento do politicamente correto não passa de uma introdução a censura, pois deforma nossa cultura, deixa os tratamentos entre as pessoas artificial e faz com que alguns bons humoristas se reprimam.
    Juca Chaves disse ter direito de fazer piadas sobre judeus, pois ele é judeu e está fazendo piadas de si próprio.
    Geraldo Magela, deficiente pessoal, faz piadas sobre cegos e seu site é http://www.ceguinho.com.br , será que ele será obrigado a mudar o endereço de seu site para http://www.portador de deficiencia visual .com.br?
    É engraçado observar que a turma do políticamente correto dita normas de como devemos nos tratar, censurando até os termos que remetem a origem da pessoa que estamos interagindo, criminalizando tratamentos comuns como baixinho e pouca telha, mas não se manifestam contra a marcha da maconha.
    Me parece uma inversão de valores.
    Enquanto eu não posso tratar meu amigo de negão, a Faber Castel tem em seu estojo de lapís coloridos, um de cor rosada, nomeado como “Cor de pele”.
    Na campanha do Ministério da Saúde, gravada no verso dos maços de cigarros, o único negro entre todas as fotos é aquele que ilustra a mensagem que o cigarro é droga e vicia, enquanto que as fotos de pessoas brancas, remetem apenas as doenças possívelmente adquiridas com o uso contínuo do tabaco.
    A alguns anos a Folha de São Paulo, fazendo propaganda de sua nova diagramalção, fez referencia aos concorrentes de aparencia feia, utilizando a imagem do ator Tião Macalé, que independente de sua pigmentação era realmente feio, mas a única questão que foi levantada, não era a aparência física, mas sim a cor de sua pele.
    Estamos simplesmente alimentando a hipocrisia.
    Abraços
    Giba


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