Em 25 de Agosto de 2011 às 17:57
Categorizado em Café Brasil Podcast
Não sei se você sente o mesmo, mas tá parecendo que o Brasil anda….anda…vulgar. Isso, vulgar é a palavra. Parece que estamos nivelando tudo por baixo, nos conformando com coisas que há algum tempo nos indignariam. O que será que está acontecendo? Vamos tratar disso no programa de hoje, inclusive comentando uma certa entrevista que a cantora Sandy deu para a revista Playboy. Na trilha sonora Sandy e Junior, Carlos Careqa, Jonathan Nascimento, Sérgio Mallandro, Rodney Dy, Yamandu Costa e Agnaldo Timóteo. Apresentação de Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


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Olá, Luciano!
Mais uma vez você deu voz aos meus pensamentos: é preciso ser elegante até para ser vulgar. O surto de grosseria e burrice que nossa mídia está vivendo faz a gente ter saudade do “Tico Mia”, da “Julieta tá, tá me chamando”, do “Talco no salão”, e de outras coisas que, quem diria, já foram consideradas calamidades em tempos mais ingênuos. A gente tenta não ser saudosista,mas tem hora que não dá pra negar nem a realidade e nem o que a gente sente. Passei aqui só pra comentar esse podcast que, aliás, parece uma continuação do “Politicamente Correto” (no qual eu também dei meu pitaquinho…). Mas veja isso aqui, por exemplo:
http://www.youtube.com/watch?v=wZ8hx_jsbUs&feature=results_video&playnext=1&list=PL7E4F6E7858397A0D
Depois, em vez de tomar um remédio qualquer pro estômago, cure sua úlcera voltando ao YouTube e vendo isso - é meu presentinho pra você.
http://www.youtube.com/watch?v=0d1C1qQ_VoI&list=PLBF387DC8A7C8BC7B&index=7&feature=plpp
Sacou?
Um abraço de uma ouvinte fiel.
Olá Luciano e equipe.
O programa foi bem pontual no que se refere ao que está no centro da questão que envolve veículos, midiáticos e a audiência. Sem dúvida que há uma relação de poder, de dinheiro e da maneira de pensar que cerca a repercussão em torno da manchete de capa e a íntegra da entrevista.
A personagem do episódio que prefiro chamar de “a polêmica do nada” tem sido alvo da mídia há bastante tempo. Pela trilha sonora utilizada no programa e a contínua comparação de outros momentos da trajetoria musical dela mesma. Inevitável. Ossos do ofício de ser pessoa pública. Maior a fama, mais o que se fala (ou não) será utilizado para orientar o sentido da publicidade, da notícia.
A personagem explora o fato, a mídia explora o fato e o público, sem apelar para o discurso do oprimido - nem vejo a questão por esse ângulo, permite-se inundar pela vulgaridade.
Esse é o ponto: a vulgaridade. O criterio enganoso para tornar relevante algo que em si mesmo não o é. A maneira como isso nubla o entendimento e também desvia a atenção de questões cujo o impacto sobre todos nós seja realmente digno de atenção.
Falo da relevância não pelo jargão “há coisas mais importantes a tratar”, mas do fato que na ditadura da informação, somos afogados pela relevância orientada pelas retuitadas, curtidas e outros sinônimos de “campeões de audiencia”.
A frase final de Paolo Mantegazza resume e assina o assunto de maneira a posicionar de maneira contemporanea aquilo que, contrariando o discurso eleitoreiro acerca da educação, aponta para o âmago da questão urgindo alternativa para quem atua no cenário da educação (formal ou não).
Tenho dificuldades em sala de aula ao trazer temas relevantes acerca de até mesmo questões técnicas dentro da área específica que leciono (num curso de Comunicação Social).
Este é o desafio: propor o comum sem cair na vulgaridade.
Abraço a todos.
Daniel Dantas
Primerasso!!!
E ai Luciano! Muito obrigado por visitar a minha vila com seu caminhão pipa do conhecimento. Eu, mais uns amigos meus e parte do pessoal, já formamos a fila, cada um com sua bacia plástica, outros com baldes de alumínio e até galões, para receber desta água que você traz. Pena que nem todos estão aqui nessa fila.
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Bem sobre o café brasil de hoje, me lembra a frase “A voz do povo é a voz de Deus”, tipo, povo “falô” água “parô”! Isso se torna uma espécie de acomodação, pois eu (infelizmente) prefiro acreditar numa falácia do que ter o trabalho de apurar a verdade. Tá eu sou um verme, sei que isso é errado, mas mesmo sendo errado, é mais cômodo e se é cômodo a maioria está ali. Isso atrasa o país.
O negócio é por fogo nessa chapa e ver “neguim” pula! Pois “nenhuma situação é tão ruim que não possa piorar” e nenhuma pessoa é tão desinteressada que não possa melhorar, o negócio é mudar os conceitos.
Um abraço Luciano!
Um abraço Cissa!
Um abraço Lalá!