Continuando a série que trata de liberdade de expressão e censura, o programa da semana trará opiniões sobre o caso do humorista Rafinha Bastos que acha que pode dizer o que quiser e agora está sendo perseguido. Você concorda com a punição que ele recebeu? Ou acha que é pouco? Será que começou a temporada de caça aos humoristas? Até aos que exercitam seus dotes no mercado publicitário criando comerciais considerados atentados à moral da mulher brasileira? Não sabemos onde isso vai dar, mas temos nossas suspeitas. Na trilha sonora, aquela festa: Zé da Velha com Silvério Pontes, Trio Madeira Brasil, Ná Ozetti, Edvaldo Santana, Os Boêmios, a turma do CQC e até a Gisele Bündchen! Apresentação de Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


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Olá Luciano!
Meu nome é Fernando, tenho 23 anos e sou pesquisador na UFPR. Ouço há não tanto tempo o Café Brasil, se tenho gostado muito dos temas e das abordagens que eles recebem.
Mas eu que sempre fui do Heavy Metal e Rock clássico, de repente me pego no meu laboratório tomando um café e ouvindo… Carmen Miranda, com “Disseram que voltei americanizada”.
Quando percebi o fato larguei tudo e vim escreve, para você ficar ciente do “monstro” que criou. Não larguei as velhas músicas, mas abri um espacinho para o repertório nacional na minha lista.
Olá, Luciano! Boa tarde.
Quero falar a respeito deste programa, não para defender o Rafinha Bastos, mas claro, para expor um outro tipo de reflexão:
Será que caso a Wanessa Camargo não fosse esposa de quem é, e este marido dela não fosse o cara que fosse, todo este bafafá teria acontecido?
Será que caso o Rafinha tivesse brincado com qualquer outra personalidade que não tivesse tantos contatos por aí decididos a aumentar a popularidade de certas pessoas, isto teria tido tanta importância?
Estes dias li no facebook a seguinte frase: Wanessa, a piada do Rafinha Bastos foi desnecessária, porém suas músicas também são e ninguém te processa por isso. rs.
Engraçado, porém mais ainda, mostra que tudo cai na velha relatividade, pois tudo depende. Depende de quem fala, depende de quem ouve, depende de quem julga. Para alguns, as músicas da Wanessa podem ser boas, para outros, as piadas do Rafinha Bastos também.
Quem você é, quem você conhece, o que faz, fazem toda a diferença no julgamento que as pessoas fazem sobre você, e infelizmente essa coisa de respeito não existe para todos.
Vejo mil brincadeiras super sem graça todos os dias em programas de humor, e agora, principalmente, pela internet, sendo que todos eles, de alguma forma, fazem o maior sucesso.
O Felipe Neto é um ótimo exemplo, (http://www.youtube.com/watch?v=H9-hRC_VhAw) que não para de criticar os outros de uma maneira horrível, com o maior preconceito do mundo, tem mais de 3 milhões de views e quase 90% de aprovação, o que só me leva a um pensamento: Será que é o Rafinha Bastos que está errado ou serão todos estes que dão esta audiência a este tipo de humor? O pior são os jovens, que tem cada vez mais contato com isso e entendem que o que é popular é bom, portanto não só aprovam o preconceito e o julgamento superficial como também agem dessa forma.
É isto. Parabéns pelo programa, alias a toda a produção. Gosto muito de tudo.
E quero um livro também, mas não se preocupe caso não seja minha a bola da vez. Vou tentar muitas outras e comentar sempre por aqui.
Abs.