O programa da semana de certa forma fecha um ciclo sobre o tema “gerações”. Baseia-se num artigo do jornalista Neal Gabler publicado no jornal The New York Times que de certa forma explica o que aconteceu com o mundo após a instituição da “Aldeia Global” de Aldous Huxley: atropeladas pela necessidade de busca de audiência, faturamento e entretenimento, as idéias acabaram! É um programa reflexivo, com texto pesado mas absolutamente necessário para quem se preocupa com o emburrecimento generalizado. Na trilha sonora Ivan Santos, as bandas Selton e Cidade Negra, Almir Sater e Lenine. Apresentação de Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


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O episódio “mundo pós-ideia” é a coisa mais provocante que tive acesso desde o livro “1984″, que li em 2006.
Luciano, meu caro… tudo bem?
talvez esse comentário que estou aqui deixando, não seja apropriado pro tema desse podcast, na verdade acho que vou dizer algo que mescle um pouquinho de cada podcast que voce ja postou, talvez nem todos, porque são muitos, mas uma maioria.
passei olhando os comentários de cada programa, são muitas mentes, com opniões e expressoes diferentes, e muita riqueza de informação que ao meu ver atrai muita gente inteligente e curiosa, o que é bom ao meu ver inteligencia e curiosidade andam de mãos dadas, e vivem brigando rsrsrsr… bom retomando o raciocinio eu escuto muitas das vezes o seu programa no trabalho com fones de ouvido e tentando me concentrar no assunto, mas ao mesmo tempo preciso me concentrar no trabalho, sou desenhista, faço maquetes, trabalho só com 3D.. e as ferramentas sao complexas, e isso me faz perder a atenção em alguns trechos, mas sempre volto pra escutar de novo, bom ai voce me pergunta… o que tudo isso tem a ver colega? e eu te respondo, seus programas são maravilhosos, ricos, super informativos e que abre muito horizonte pra quem escuta, dividindo, mudando e melhorando as opniões… mas eu me pergunto porque entao um programa tao valioso assim esta passando batido? desculpe se estou sendo injusto e ignorante em minhas palavras, mas como disse antes olhei os comentários dos podcasts anteriores.. e vi que não tem muito comentário comparado a aqueles podcasts “juvenis” com assuntos diversos, com muito riso, diversão, palavrões e interrupções inuteis ao meio da discussão, e acho que isso deve-se talez a linguagem, é ai que eu quero chegar, eu acho um desperdicio um programa como o seu e com a parceria do Itau cultural, com tanta informação boa passar despercebido ao publico mais novo, nao sei, mas voce tem idéia da idade e do nivel social das pessoas que escutam seu podcast? sou novo por aqui e me identifiquei mais aqui do que em qualquer outro canal, falo do seu site pra todos que converso… pra que eles escutem tbm, o seu canal dá um beliscão na opnião que algumas das vezes ja esta formada, fazendo ela mudar, como ja aconteceu comigo, essa geração T como voce ja citou em alguns dos seus programas, são alienadas, e dão muito valor a linguagem semelhante a que usa, talvez se seu canal tivesse o mesmíssimo conteúdo, mas fosse ditada de forma “jovem” com uma linguagem mais popular, alegações e citações levada de uma forma mais descontraídas, atrairia mais jovens curiosos, e os transformaria em garimpeiros de informação, não que seu site esteja faltando alguma coisa, pq pra mim esta perfeito, venho aqui todos os dias pra ampliar meu leque de idéias e opniões, mas tbm sou preocupado com o que essa molecada esta escutando, claro tbm que nao quero que um garoto de 13 anos precise escutar uma coisa que pra ele nao seja interessante nem atrativo pq a idade é relevante nas escolhas e interesses, mas creio que talvez se esse garoto passar a escutar alguma coisa assim, no formato adequado a idade dele, ele pode se interessar ou até comentar com outros amigos, plantando uma sementinha de curiosidade.
Luciano, me perdoe pela acentuação, as aplicações de virgula etc… eu escrevo do meu trabalho e preciso ser breve, pq tenho muitas interrupções, então por favor ignore os erros de ortografia e da nova ortografia.
talvez a ideologia do canal, seja justamente colher as pessoas interessadas, as seletivas mesmo… nao misturar no gosto popular, mas nao acho que esssa seja a idéia.. se a sua informação fosse ouvida por cada brasileiro com certeza absoluta teriamos um povo mais determinado, mais exigente e mais forte, que nao abaixa a cabeça, pq terá mais argumentos pra exigir algum direito,
vc montou o canal que eu sempre quis fazer, ainda pretendo fazer um site com a mesma ideologia que vc passa, mas com o formato mais instigante a curiosidade de pessoas como a geração T, para transforma-las na geração F.O.D.A (Formara de Opniões Dentre os Adolecentes) rsrsrs..
desculpe-me se falei alguma besteira, ou se o meu comentário foi impertinente e desnecessário, mas olha, foi voce que me mostrou a importancia da idéia e opnião. hehehehe.
grande abraço Luciano, continue com a proposta.. boa sorte.
É engraçado, Erik meu amigo disse que hoje em dia não se desliga mais os computadores, eles ficam o dia todo ligado, No Papo de Gordo ouvi alguém dizer que tem preguiça de conhecer novas pessoas, ideias, porem elas são nada sem ninguém para recebe-las, não acho que os pensadores estão em falta eles existem, o que não existe são ouvido para ouvi-los e cerebros para computa-los, Ainda há ciêntistas, escritores, artistas que tentam passar boas ideias, o problemas é que não aidanta você gravar uma canção sem ninguém para ouvir, não adianta você escrever um livro que ninguém vai ler, então de que adianta ter ideias, se ninguém vai processalas? pensando… onde estão as grandes bandas (nas garagens) onde estão os grandes escritores (nos sebos e blogs) ainda há apesar de poucas as grandes ideias o que não existe mais são o humanos que poderiam entende-las, porque a maioria do globo tem preguiça de pensar e se você lhe diz para alguém algo que o ser não entende ele repele e não registra.
Abraços
Um adendo ao meu comentário, recomendo a leitura do livro Sociedade Digital, autor infelizmente não me recordo.
Mas o livro trata de como a sociedade mudou, e não podemos manter o pensamento do seculo passado.
O que entendi sobre o artigo Neal Gabler ele se apega claramente a conceitos antigos como, um exemplo tomado no livro, o sistema de educação bancaria, realizada nos dias de hoje em grande maioria das escolas e faculdade do mundo, no qual consiste em um professor que deposita conhecimento na cabeça do aluno espera no final retirar lucro com provas e trabalhos.
Isso hoje se torna ridículo, Eu sou o aluno que entrei na escola com 9 planetas em nosso sistema e sai dela sabendo que só existia 8, com a rapidez que o conhecimento esta modificando, ficar forçando os alunos na famosa ‘decoreba’ é no minimo ineficiente. O livro aborda o modo como se deve educar, não decorando, mas realmente forçando o aluno a aprender, na pratica, em sistema de ensino já ensaiado por Pestalozzi que dizia “A vida educa. Mas a vida que educa não é uma questão de palavras, e sim de ação. É atividade.”
No mundo de hoje não espaço mais para pensamentos antigos, a humanidade precisa evoluir e o primeiro passo é parar com esse pensamento retrograda e antiguado. Que ainda se martela na cabeça e todos.
Gostei muito do programa estão de parabéns como sempre, porem tenho que descorda do que foi dito.
Creio que esta visão de problemas de geração é apenas uma adversidade de que nomeio como narcisismo de geração, a velha historia de que, a geração passada era boa, a minha é a melhor, e do presente é péssima… Ó como tememos pelo futuro.
Isto sempre ocorreu na humanidade, o que são os Betles se não mais uma banda fabricada para encantar multidões? Não discuto qualidade musical, pois isto é algo pessoal, mas sim na fabricação realizada pelas gravadoras, levando-os a shows de mídia de tv/radio, divulgação em massa, o endeusamento realizados pelos fans, em fim, isto é diferente do que acontece hoje?
Posso citar outros exemplos como o caso de quando a família real portuguesa desembarcou no Brasil, com suas mulheres todas de cabelos raspados, devido aos piolhos, a população Brasileira feminina foi correndo raspar os seus também, pois achavam que se tratava da nova moda na Europa, será que isso não se assemelha ao que essas revistas de moda realizam atualmente?
Citei estes fatos apenas para exemplificar que a humanidade anda em círculos, quando vejo movimentos culturais como por exemplo os “Emos”, que pregam a paz e o amor, mas tem sua ideologia deturpada pela mídia, ao qual os denomina de pragas a sociedade e a própria sociedade os condena… Espera, a onde já vi isso antes? A sim esses que hoje condenam não são os que antes pregavam ‘façam amor, não faça guerra’?
Quando vejo jovens entrando no ônibus com seus celulares no mais alto volume, tocando musicas ouvida pela massa-jovem de sua geração.. Não sou desta época, mas tenho fotos de meu pai portando um radio gigantesco nos ombros a onde ele saia pelas ruas com os mesmos propósitos. Pesquisando um pouco sobre este assunto, descobri que governo da cidade de NY protocolou leis que proibia a entrada em seus metros, de quem portasse este tão famigerado equipamento sonoro.
Ao refletir sobre as ideias propostas neste podcast, cheguei a conclusão que ele se trata desta mesma síndrome, o problema de falta de ideias, ou, desta geração, não é exclusividade da mesma e com certeza não é um problema de geração, e sim um problema da humanidade como um todo.
O ponto no qual devo descorda veementemente é a afirmação de que não existe pensadores na nossa época, ou se eles existem eles não são valorizados.
Me diga qual geração valorizou seus pensadores? Mark, citado, foi valorizado quando escreveu seu manifesto? A classe pobre, ao qual se destinava este documento, tomou conhecimento imediato de sua existência, hoje em dia quantos já leram o manifesto comunista de Karl Mark?
Pensadores são excessão a regra em todos os momentos da humanidade.
Em primeiro, nunca devamos nos esquecer que somos animais, e como qualquer animal que viva em sociedade somos geneticamente forçados a obedecer a hierarquia de comando, na qual basicamente se diz, ‘eu falo e você obedece’. Não é por ignorância que a classe trabalhadora da humanidade sempre obedeceu calada, salvos por exceções a onde esta mesma classe realizou revoluções, com tudo, seguindo uma outra linha de comando.
Então constato este fato, quem pensa, se torna diferente logo excluído.
A humanidade tendencia a realizar isto até os dias de hoje. Porem se olharmos não com os olhos da “Minha geração é melhor”, mas sim com a visão de todas as gerações, veremos o mesmo padrão que se repete, e então notaremos sim pensadores e idealizadores. Como por exemplo:
Adam Curry, um dos idealizadores do Podcast, Ele não poderia ser comparado ao idealizador do radio?
O designer Pablo, uns dos idealizadores da serie de filme Zeitgeist, possuidor de ideias fantásticas sobre um novo sistema de governo no qual ele chama de Futurismo.
Fernando Henrique Cardoso, pensador que conseguiu transformar nossa moeda em um bem solido e forte.
Linus Torvalds, pai do Linux e uns dos responsáveis pela filosofia Open Surce.
Niemeyer como não chamar suas construções de arte? Stephen Hawking. Posso passar horas aqui citando pensadores vivos e pensantes, entretanto, excluídos como sempre acontece.
Neste ultimo mês o CERN, liberou dados maravilhosos sobre a física, teorias cunhadas pelo próprio Albert Einstein, estão sendo revistas. O conhecimento nunca foi tão vasto, e não apenas na física, mas em todas as áreas, na química a um tempo um cientista, descobriu como fazer um metal muito mais duro e resistente, usando muito menos químicos… em fim, os pensadores estão por todos os lados, porem eles não irão aparecer, na capa das revistas, eles não vão aparecer no jornal da noite, conforme-se com isto.
Descordando também do que foi dito; As tecnologias a internet, as redes sócias são sim uma ferramenta que nos ajuda a pensar, os que são pensadores e antes eram excluídos, e forçados a se isolar, hoje se reúnem, em fóruns, em redes sociais, discutem ideias, olha que maravilha essa nova tecnologia de chat de vídeo em grupo… logico que nas redes sócias como na vida real, você cria teus círculos, se queres seguir seres sem conteúdo, é uma escolha tua, Contudo eis a ocorre a mudança que as outras gerações talvez não tinham. O poder de escolha que só a internet nos proporciona, agora, qual escolha será tomada isto é outra historia.