Em 1 de Fevereiro de 2012 às 15:20
Categorizado em Café Brasil Podcast
Delícia, delícia, assim você me mata! Já ouviu isso? Pois então, no programa da semana vamos falar de AI SE EU TE PEGO, o fenômeno musical que toma conta do mundo. Mas não só dele. De música em geral, com análises de quem está (ou esteve) no mercado e sabe do que se passa nos bastidores. Na trilha sonora, a costumeira salada: Michel Teló, Cida Moreira com o DJ Zé Pedro, João Gilberto e Milton Nascimento. João Gilberto com Michel Teló? Pois é, é o Café Brasil. Você é quem vai decidir se deu liga… Apresentação de Luciano Pires.
O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog


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Bom Luciano, já que me fez perder o sono em plena madrugada de quarta-feira de cinzas, vou fazer aquilo que me prometo fazer após todo café brasil, comentar. Esta toda confusa - são 4 da manhã - mas vamos enfrente.
Você já teve aquele momento do dia, pelo menos uma vez na vida, que só queria passar o tempo. Não queria pensar no mundo e seus problemas, não queria reinventar a roda. Ai você coloca aquela musiquinha boba, sem grandes pretensões pra tocar e relaxar e não pensar em nada? São musicas como a do Michel Teló nos permitem isso, desligar um pouco e curtir.
Aprendi com o tempo, apesar de ter apenas 23 anos, que existem vários tipos de músicas e todas tem sua hora. Não dá pra agitar o carnaval com Bossa Nova. É no minimo estranho tocar Megadeth na manhã de praia. É pouco espiritual um psy na igreja, e é difícil animar uma festa com Vento no Litoral. Falo isso não apenas por causa de seus ritmos, mas também pela menagem que os acompanham. Existe o momento de refletir, questionar, agir, e o simples brincar, divertir, distrair.
A música de Teló tem qualidade e é perfeita para o que se propõe. É de melodia simples, ritmo contagiante e letra que diz muito a quem se dirige.
Ótimo para festejar e distrair. E para isso deve ser usada.
Errado é quem só se prende a esse lado da musica e não uso o lado “B”, o de informar, refletir, questionar, protestar. E é tão errado também quem não quer dar ouvidos ao lado despretensioso da música. Que acha que só João Gilberto, Vinicius, Hermeto e Chico sabem compor. Que só os os “cabeçudos” fazem musica de “verdade”.
Depois de um grande período de rock progressivo, cheio de notas difíceis, letras complexas e mais longas que ler a Bíblia de ponta-a-ponta, veio o Punk Rock, com 4 notas, letra direta e violenta, e mais rápido que preparar um miojo. Curioso…
E ainda tem a música que pode não parecer boa, mas se você ouvir com um pouco mais de atenção, se surpreenderá. Já ouviu “Aos nossos pais” com Elis Regina? Linda não? Agora eu duvido que você teria a mesma opinião se ouvisse a primeiramente a versão do seu compositor, Belchior.
Já ouvir a música “Baba Baby” da Kelly Key? E a versão da Maria Gadú? Parece ser outra música.
Agora vou te confudir. Escute a música “Calice” do Chico com Milto e depois escute a versão que o rapper Criolo Doido fez. Não sou capaz de dizer qual é mais tocante, e ambas falam da mesma coisa.
Uma coisa que nós brasileiros estamos cada vez mais perdendo é a forma de como devemos absorver arte. Absorvemos arte assim como torcemos no futebol. Aceitamos um único time, os outros rejeitamos e menosprezamos. Arte não deve ser selecionada como time, mas observada como um jogo.
Adoraria continuar escrevendo minhas confusas opiniões, mas deixo para uma próxima. Ou pelo menos até o próximo comentário.
Um abraço e obrigado pelo de sempre, distração com reflexão.
Bruno Menesis
oi lu tudo bem?
Eu axei super bakna,tu tem umas sackdas mega inteligentes.tem uma visão angularizada do assunto, e passa isso d forma bastant impessoal. Porém quando chega o momento d dar a sua opinião vc o faz com uma sutileza extraordinária. cara se pudesse dizer palavrão eu diria q é muito foda, mas como não pod digo apenas q é muito bom!
Olá Luciano! Tomei conhecimento do seu trabalho através de meu esposo que baixa seus podcast´s para ouvir durante suas viagens de trabalho. Confesso que, desde então sou viciada em ouvi-los. Faço isso enquanto malho na academia o que torna esse momento mais agradável! Quando ouvi esse podcast me deu uma vontade imensa de comentar e, depois de algumas semanas, resolvi postar minha opinião. Primeiramente, percebo que poucas mulheres registram seus comentários aqui e, quando registram, não são agraciadas com o sorteio de seu livro (a maioria dos sorteados são homens)… será por quê, hein? Devido a isso, resolvi “fazer a diferença”… escrevendo este comentário. Já até imagino você o lendo com aquela entonação que eu acho FANTÁSTICA! Recentemente, em viagem de férias, eu e minha família estivemos no Chile e ficamos assustados com tamanha popularidade do Michel Teló. Sua música tocava em todos os lugares, desde o rádio do taxista até em bares e restaurantes. Como adepta do Fitness Intelectual e consequentemente, MUSICAL, confesso que me sinto um peixe “fora d´água” quando tenho que estar em lugares onde a “massa popular” domina. Não me rendo ao modismo, nem mesmo tomo conhecimento do que rola por aí e isso gera um grande problema. Vejo tomo mundo “cantando”, reproduzindo as coreografias ensaiadas e me pergunto: em que mundo estou vivendo? Quando recebo amigos e familiares em minha casa para um jantar ou encontro casual, costumo colocar uma trilha sonora de boas músicas (alguma retiradas de dicas dos seus programas) e estas pessoas se sentem incomodadas com o som e pedem para trocar. Aí eu penso, será que tenho que me render à maioria para não ser rotulada de “chick”, “culta” entre outras coisas? Acho que preciso resolver este dilema… porém, uma coisa é certa: não dá para voltar atrás! Grande abraço e sucesso!
Grande Luciano,
Objetivo atingindo! Se o seu objetivo no podcast era provocar a reflexão você conseguiu. Muitos de nós possuidores de um senso de cultura diferenciado, o qual nos colocamos em “posições diferenciadas mentalmente” nos vemos muitas vezes no direito de sair “descendo o pau” naquilo que incomoda nosso “consciente pessoal”, mas o texto vai além deste ato. Ele nos convida a refletir para este e outros tantos acontecimentos que ocorreram e passam e passarão pelo universo midiático.
Bom Senso se adquiri com filtros bons e uma dessas maneiras é justamente refletirmos sobre diversos pontos de vista de um assunto polemico.
Obrigado Luciano pro sempre nos proporcionar estes tesouros
Boa Luciano! Verdade seja dita. Caso Celso Fonseca grave este Hit tal qual gravou o sucesso “ela só pensa em beijar”, com certeza fará sucesso nos ipods, bares e bocas dos “moderninhos” Aconteceu com músicas do Peninha interpretadas por Caetano, de Roberto Carlos por Marisa Monte e por aí vai..A versão em ingles que vc postou lembra muito o tal do Bruno Mars que esteve aqui nas nossas terras e fez/faz muito sucesso nas rádios. É bom lembrar que nos ditos anos de ouro da “emepebe” também tinha “música prá tocar no rádio” e quem criou uma com bastante ironia e premeditando os monopólios das rádios foi o mestre Gil que batizou a mesma como “esta é prá tocar no rádio”. Enfim: as músicas estão por aí para aqueles que escutam ! Nada nos impede de gostar dos sucessos relâmpagos e nada nos impede de “enjoar” dos mesmos…O bom é que podemos mudar de estação ou criar nossas coletâneas. A tênue linha que separa o brega do chique e o leve do fútil é sutil como nossa “trocadinha” da estação de rádio ou troca de site na internet. Café Brasil já está salvo como “meus favoritos”. ABÇs
Caro Luciano, mais uma vez você me surpreendeu… Positivamente, como sempre. Esse programa fez uma análise lúcida e madura sobre um fenômeno de mídia do momento e o que está por trás desse sucesso. Raras vezes vejo isso acontecer na imprensa, ou mesmo fora dela. Quando uma coisa faz sucesso, vejo as pessoas aderirem apaixonadamente ou meterem o pau furiosamente. Ninguém pára realmente pra pensar o que há por trás de tal fenômeno, ou faz dele uma avaliação sem que os sentimentos entrem no meio. Quanto ao Brasil ter “coisa melhor pra exportar”, tem sim, mas também tem de sobra coisas infinitamente piores. O Brasil é o país dos modismos por uma razão muito simples: nossa educação é de péssima qualidade. E um povo que possui uma educação ruim, que não foi educado para ser consumidor de arte, não sabe que a arte verdadeira não tem época – o que é bom é bom e sempre será, independentemente da data em que foi produzido. Por isso, para o nosso povo, só presta o que é novo, o que é moderno, o que está na “última moda”. E há muita, mas muita gente interessada em manter as coisas assim, pois cada vez que a moda muda, as pessoas são obrigadas a gastar dinheiro para aderir a ela. É uma pena, pois as pessoas escravas da moda não têm noção da enorme quantidade de coisas lindas e geniais que estão perdendo… Por puro preconceito.
Abraços de uma fã antiga.
gostei de seus comentários sobre o Teló. Mas tudo isso so fez com que reforce a ideia de que so faz sucesso quem quer e se propõe a ganhar dinheiro de forma rápida e sem burocracia, tipo emprestimo para aposentados: é facil e nao acaba nem depois de sua morte. assim vejo os refroes/bordoes na midia atual: bare bare, ai se te pego, vem “ni”mim dod sei lá o que…. Nas escolas entao, sao os hits da vez. e lá se vao as “rádio-escola na contra dança” falando das flores e de um bebado equilibrista. ainda acreditamos que amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves e que nao podemos contar as coisas que apredemos na vida, pois queremos viver como nossos pais. E quando percebemos um Teló, apenas um rapaz latino americano com nome de gringo indo alem, damos valor e nao temos um tempinho pra ouvir uma musica na 3 c/ a goias, porque lá é chorinho, sambinha e outros inhos inhas. Nao tem midia, nao é comercial, nao é balada e o publico é ecletico. Bom.Muito bom. boa viagem Teló. Tenho o seu primeiro cd que vc um dia estava distribuindo na av. goias com a 4, 5 anos atras, musicas boas. So no acordeon. Bons tempos no Sofia, bom bar.